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Ed Lincoln: 31/05/1932 / 16/07/2012


O Arquivo do Samba Rock está de luto, e creio que os amantes de samba rock também.
Morreu aos 80 anos, na tarde do dia 16/07/2012, o contrabaixista, organista, compositor, arranjador e produtor musical Eduardo Lincoln Barbosa Sabóia, mais conhecido como Ed Lincoln.

Ed Lincoln nasceu em Fortaleza, no dia 31/05/1932, onde trabalhou como como revisor e depois redator do Jornal do Povo.

Aos 19 anos mudou-se para o Rio de Janeiro, onde começou sua carreira musical, inicialmente como contrabaixista, passando depois ao piano e aos órgãos Hammond e elétrico, tocando em boates.

Sua estréia fonográfica foi em 1955, como contrabaixista do LP "Uma noite no Plaza", do Trio Plaza, formado por Luiz Eça (piano) e Paulo Ney (guitarra).
No mesmo ano, Ed formou seu conjunto e gravou seu primeiro disco solo, interpretando "Amanhã eu vou" e "Nunca mais".

De 1955 a 1958, seu conjunto tocou na boate Drink, sendo dirigido por Djalma Ferreira.
No início dos anos 60, além de comanadar seu conjunto, Ed Lincoln foi diretor musical da gravadora Musidisc.

Em 1963, Ed Lincoln sofreu um grave acidente de carro, e ficou afastado de suas atividades artísticas por 7 meses. Seu substituto nessa época foi Eumir Deodato.
Em 1964, Ed retorna às suas atividades e lança "A Volta", disco recheado de clássicos como "Ai que saudades dessa nega", "Vou andar por aí", "The Blues Walk", "São Salvador" e "Palladium".
Ainda nos anos de 1960, fundou seu próprio selo: o DeSavoya.
Nos anos 70, Ed se afasta dos bailes e se dedica à carreira de arranjador, produtor musical, gravando jingles e trilhas sonoras, além de lançar discos com coletâneas dançantes de sucessos nacionais e internacionais assinados por diversos pseudônimos como: DeSavoya, Ed Kennedy, Glória Benson, Orquestra Los Angeles, Orquestra Romance Tropical entre outros.
Em seus conjuntos atuaram músicos consagrados como: Durval Ferreira, Marcio Montarroyos, Luis Alves, Wilson das Neves, Paulinho Trompete, Alex Malheiros, Claudio Roditi, Celinho, e também os cantores Orlandivo, Toni Tornado, Silvio César, Emílio Santiago, Humberto Garin e Pedrinho Rodrigues.
Em 1989, Ed Lincoln lança o album "Novo Toque", uma coletânea com regravações de grandes sucessos, gravada em um microcomputador "Commodore 64".
Em 2000, Ed Lincoln participa da gravação da faixa "Conversa Mole", para o disco "Segundas intenções" de Ed Motta, e em 2007 da gravação de "Sem compromisso", para o disco de Marcelinho da Lua.

Em 2010 cineasta Marcelo Almeida filmou o documentário "Ed Lincoln - O rei do sambalanço", que está em finalização.

Ed Lincoln estava internado a 10 dias e faleceu por conta de um quadro de insuficiência respiratória, após ter seu estado de saúde agravado por conta de uma infecção urinária.

Que Ed Lincoln descanse em paz, e que sua obra jamais seja esquecida pela nova geração de dançarinos e Dj's.
Muito obrigado por tudo Ed Lincoln.
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Renato e Seus Blues Caps 1969 Obrigado Pela Atenção


E aproveitando o gancho da postagem anterior onde dissemos que os bailes de garagem da década de setenta tinha tema pra tudo vamos com mais um, o de fim de festa, e o tema mais usado foi a musica “Obrigado Pela Atenção com Renato e seus Blue Caps” pelo menos até meados de setenta mais precisamente em 76 onde tivemos a coletânea “Palco, Copo e Alma” com a musica do Jorge Ben - Ta na Hora pra substituir a nossa musica tema em questão e mesmo assim so para aqueles que quisessem pagar caro por esse privilegio de ter uma musica apenas para finalizar a festa porque esta coletânea era uma caixa com três L.P’s com gravações ao vivo de diversos interpretes da MPB.
Vale lembrar apenas de passagem que a musica “Ta na Hora” foi uma composição de Jorge Ben que fez meio que de improviso pra finalizar um show no Japão gravado no Lp On Stage e até os dias de hoje não foi lançado aqui no Brasil.
Voltando ao tema fim de festa usado no começo da década de setenta pedimos licença aos parceiros pra postarmos um álbum que nem e um sambarock é tão somente um tema, um bota fora na galera com educação e bom humor mostrando a versatilidade dos discotecários da época se aproveitando dos dissabores com a namorada, cantado por Renato e Seus Blues Caps na musica “Muito Obrigado Pela Atenção” pra se despedirem dos festeiros e informar que a festa acabou, o que não é o nosso caso aqui no Arquivo já que a festa por aqui é o ano todo so com arquivos de primeira.
Portanto receba mais este disco como um muito obrigado pela atenção que vocês nos tem dispensado nestes anos e com toda certeza continuara por muito mais tempo.


Lado 1
01 Obrigado Pela Atenção.
02 Meu Bom Amigo.
03 Foi Mentira.
04 No Dia Em Que Você Me Disse Adeus.
05 Eu Vivia Enganado (hooked on a feeling).
06 Disse Me Disse.

Lado 2
01 Não Vá Embora Sem Me Dizer.
02 Tão Sozinho (cuore stanco).
03 Não Volto Mais (paperback writer).
04 Despedida.
05 Claudia (lodi).
06 Quando A Cidade Dorme.

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Waldir Calmon 1970 Waldir Calmon E Seus Multisons


Na época dos bailes de garagem tínhamos musicas temas pra tudo e uma delas era o de feliz aniversario que é claro com o consentimento do aniversariante a tocávamos geralmente na hora do bolo “e como hoje o aniversariante é o Arquivo do Samba Rock” e com total anuência dos pais ao invés de tocarmos iremos mandar de presente essa jóia rara para quem trabalha com discotecagem ou quem apenas brinca assim como nós de discotecar e tocar para os aniversariantes nas festas.
É isso ai, “Quantos anos você tem” é a musica tema dos aniversariantes das festas que instaurava a bagunça total na hora do bolo onde a pagação de mico do aniversariante era geral respaldada por esta musica na vitrola.
Mas não é so esta musica que este disco de Waldir Calmon nos traz, também a musica “Bip Bip composição de Orlandivo e Ed Lincoln” que é uma continuação da festa e a mais pura gozação junto com “Metro Som” sendo que esta musica já em um tom mais sério mas também com muita ginga e por fim dois sambalanço de primeira linha que é do tempo do “Sambarock primeira geração” quando se dançava na marcação de um passo para o lado e um giro, outro passo voltando e outro giro.
Outro detalhe deste disco é que devido ao grande sucesso da primeira tiragem ele teve direito a uma segunda em oitenta e dois, fato raro na época para o estilo orquestrado de Waldir Calmon.


A1 Airport Love Theme
A2 Quantos Anos Tem Você?
A3 See
A4 Maria Izabel
A5 Afro Son
A6 Metro Som

B1 Bi-Bip
B2 Tema De Marcia
B3 La Virgem De La Macareña
B4 Zorra
B5 Ellen Soul

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Os Velhinhos Transviados 1965 Embalados


E depois dos Velhinhos Espetaculares vamos com mais um disco deles so que desta vez Embalados o álbum original que traz a musica “Road Hog” uma sátira em cima da musica do Roberto Carlos O calhambeque.
E aproveitamos a deixa “Espetaculares” titulo do disco e da postagem anterior para tentar explicar uma parte do texto desta postagem que traz, “a qualificação de raridade em cima deste disco ainda se mantinha”, vamos lá, o que determinava o grau de raridade em cima de um disco não era os bailes e sim a dificuldade imposta pelo momento em que ele foi lançado e ai se inclui a receptividade destes discos pelo publico que era quem determinava a quantidade de copias que ia inundar o mercado e é claro que mais algumas variantes como por exemplo o tempo citando apenas uma destas variantes pra não nos prolongarmos muito até porque aproveitaremos este assunto para falarmos também de o porque da busca por discos raros e por conseqüência caros, e o porque era, por exigência do próprio publico dos bailes que com a abundancia de festas e bailes de garagem naquela época forçavam os discotecários dos salões de bailes a buscar discos cada vez mais raros e de difícil acesso e que não se ouviria em qualquer festa ou baile pois do contrario ninguém pagaria pra escutar as mesmas musicas que já haviam escutado nas festas e bailinhos de garagem no dia anterior ou mesmo horas antes portanto eis ai o motivo de o porque de tantos discos raros rolar nos bailes.
Com isto esperamos ter deixado bem claro que não era o discotecário que determinava ou impunha a raridade a tais discos, pelo contrario era a raridade destes discos o primeiro quesito de interesse por parte do discotecário em ter o disco avaliá-lo e por pra rodar nas festas e a partir daí ser o único a ter tal musica ou pelo menos ser o primeiro a tocar tal musica ou seja lançá-lo nas festas e ou nos festivais de equipes e esperar que o seu publico gostasse de tal lançamento e avalizasse.
Portanto não éramos colecionadores como hoje o somos mas apenas garotos atrás de um divertimento caro mas saudável.


Lado A

Na onda do berimbau.
What'd i say.
Você.
Road Hog (O Calhambeque).
Do que eu gosto mais.
O que queres tu de mim, From Russia with love, Obsession.

Lado B

Deixa isso pra la.
My boy lollipop.
Meglio Stasera.
O que eu gosto de você.
Remember me.
Velhinhos da colombo.

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12/12 - Bebeto faz show de lançamento do cd no Rio de Janeiro.

No próximo domingo, 12/12, Bebeto estará fazendo o show de lançamento de seu novo cd "Prazer, Eu Sou Bebeto".
O show acontecerá na Boate Praia: Av. Borges de Medeiros, 1426 - Lagoa-RJ, à partir das 21hs.
Maiores informações no telefone: (21) 2512-8840

Não perca essa oportunidade, rapaziada.




E a produção do Bebeto está sorteando alguns cd's em seus vários canais na internet.
Quer ganhar um ?
Então visite esses canais e saiba como fazer para ganhar:

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Prazer, eu sou Bebeto - Release Oficial


Suingue, samba rock, balanço, charme, groove.

Bebeto tem tanto essas coisas que até transborda.
Desde a década da calça boca de sino, o cabelo black power e o sapatos cavalo de aço, ele é o sujeito que segura a nega.
Assim dizia o título do hit, extraído do seu disco de estréia, “Bebeto”, lançado em 1975.
Dizia, não. Previa.
Mais de três décadas depois, ele reaparece com um disco elegantemente chamado “Prazer, eu sou Bebeto”.
E prova – com respeito, simpatia, alegria e todas aquelas palavras lá de cima – que ainda segura a nega.

Prazer de lançar um disco, na verdade, Bebeto não tinha há quase seis anos.
Redescoberto por DJs aqui e lá fora, ele passou esse tempo desfilando o repertório de quase 40 discos em incontáveis shows pelo Brasil.
No palco, Bebeto está em casa.
Foi ali que ele conquistou o público dos bailes black do subúrbio do Rio e depois contagiou o resto do país com seu requebrado musical.
Aquela é a sua base eleitoral, faz tempo.
Não tem como não dar samba.

- Faço muitos shows, sempre fiz - diz Bebeto.
– Acho que foi por isso e pelo trabalho dos DJs que consegui me conectar com esse público que hoje é mais jovem.

Mais jovem, por exemplo, como Davi Moraes, filho de Moraes Moreira, e Fred Nascimento, músico que já acompanhou o melhor de Brasília (Legião Urbana e Capital Inicial).

- O Davi veio me dizer um dia que curtia os meus discos desde criancinha.
Achei que ele estava brincando, mas era verdade. Fiquei orgulhoso. Jamais imaginaria isso.


E assim, no balanço das horas, Bebeto ia surfando a onda do sucesso, tão duramente alcançada, enquanto preparava o novo disco.
Pressa, nenhuma.
Ele sabia, do alto de quatro décadas de mercado, que a maré estava virando.
Era preciso manter o coração tranqüilo.

- Eu estava preparando o disco sem pressa, sem estresse, bem calmo mesmo. Mas no meio da história, aconteceu um contato com a EMI, que gostou das coisas que eu estava gravando e resolveu lançar o disco.
Aí a gente acelerou um pouquinho só (risos).

Bebeto acelerou, mas manteve o tempo e a batida que o consagrou.
Um balanço de origem identificada e homenageada em “De bem com a vida” (sobre um certo Jorge).
Prazer, eu sou Bebeto” deixa suas raízes à mostra também em “Herdeiros da raça” (“Obrigado África/Pela cor que o Brasil tem”, canta ele, embalado por malandros riffs de guitarras).

- O suingue e o samba rock são os meus estilos, são a minha marca registrada.
É um som que eu nunca deixei de fazer e ao qual eu sempre fui fiel – garante ele.
– Quando eu faço um show em Porto Alegre e vejo grupos com garotos de 18 anos tocando samba rock, fico emocionado.
No disco, eu tenho parceiros, como o Thiago Correa e Allan Dias, que são uns moleques de vinte e poucos anos.

A idade em torno de Bebeto é relativa.
Apesar de soarem clássicas, das 15 músicas do disco – que tem seus fãs, Davi Moraes e Fred Nascimento, como convidados – apenas uma, “Água água”, não é original.

- Resolvi regravar essa música porque ela tem a ver com ecologia e a defesa do meio ambiente.
Tem se falado muito em aquecimento global e achei que era uma boa mostrar como essa letra continua atual – diz Bebeto, mostrando que se (re)apresentar bem é tão importante quanto segurar a nega.



Texto adicional do Arquivo:

Em breve Bebeto estará fazendo o show de lançamento do cd.
E sua assessoria estará sorteando ingressos através dos diversos canais do Bebeto na internet.
Portanto, fiquem ligados nesses canais e concorra a esses ingressos.
Aí estão os links:

Site: http://www.bebetocantor.com.br/
Blog: http://bebetocantor.blogspot.com/
Twitter: http://twitter.com/BebetoCantor
Facebook: http://www.facebook.com/profile.php?id=100001535343482
Youtube: http://www.youtube.com/user/bebetocantor
Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=105715816&refresh=1
Myspace: http://www.myspace.com/bebetocantor
Netvibes: http://www.netvibes.com/bebetocantor



E enquanto não rola o show, fiquem com o vídeo da nova faixa do Bebeto - De Bem Com A Vida:

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Sexta-feira estréia um novo baile no centro de São Paulo

Nessa sexta-feira, no centro de São Paulo, teremos a estréia do "Baile das Antigas".

O baile tem como intuito, relembrar os grandes bailes do passado.
E com um horário bastante acessível (das 18hs às 24hs), localização fácil (próximo à estação anhangabaú do metrô) e comandada pelos dj's Rodrigo, Dinho e Tony Hits, tem tudo para se tornar um grande sucesso.

O "Baile Das Antigas" acontecerá no Bar Picasso: Rua Álvaro de Carvalho, 35 (próximo à estação Anhangabaú do metrô).

Maiores informações: 3337-7048 / 7491-4886 ou no e-mail: bailedasantigas@hotmail.com
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Samba Rock 1978 o Som dos Blacks

Ao ser lançado em 1978 este disco embora tenha passado despercebido pelo publico e pelos baileiros da época causou um certo desconforto aos grandes colecionadores que davam bailes na época afinal o boato que corria que as musicas fora de catalogo que animavam as festas seriam re-gravados pelas equipes grandes como Chic Show entre outras se tornara realidade com as musicas “Just Boppin - Ray Oliver” e a numero um no ranking das raridades “Dang, Dang – Oliveira e seus Balck Boys”, que por sorte não saiu completa, mas fizera muitas equipes parar para refletir e rever o alto custo deste empreendimento que estava preste a ruir.
Em 1981 foi lançado em cd o volume dois desta coletãnea e trazendo com sigo a re-gravação do primeiro volume agora em cd e ao contrario do que acontecera em 78 o sucesso destas primeiras coletâneas de sambarock fora tanto que elas vêm sendo regravadas ate hoje.
O detalhe do volume 1 e que no disco as musicas Boogie do Bebe e Tequila trocam de lugar em relação ao cd.

As perguntas que se fazia muito na época e é feita até hoje era porque haviam colocado musicas que nada tinham a ver com os bailes como, por exemplo, a musica “You Can Get It If You Really Want It”, porque do nome Samba Rock e de onde saiu? Entre outras
Bom por hora esta postagem foi apenas para acertarmos a data da Historia do Sambarock escrita pela equipe do Arquivo na pagina da Wikipédia e transcrita para outros sites.
Mas retornaremos com esta postagem assim que concretizarmos mais uma entrevista de peso feita pelo Arquivo e desta vês com os idealizadores e produtores desta coletânea que emprestou o seu nome a este movimento cultural onde muitas respostas que a muito rondam o universo dos bailes serão respondida.
Por hora podemos adiantar apenas que alguns dos produtores desta coletânea curtiram e muito os bailes blacks da década de setenta.

Samba rock dança que surgiu da criatividade dos freqüentadores dos bailes em casas de família e salões da periferia de São Paulo no final da década de sessenta começo da década de setenta mesclando se os movimentos do rock and roll hoje rockabilly com os passos do Samba de gafieira ao som das equipes a despeito deste ou daquele ritmo importando tão somente o tempo da música em relação à dança.
Na primeira metade da década de setenta fora chamado por diversos nomes Sambalanço, Swing, Rock Samba, e finalmente Sambarock por causa do lançamento da primeira coletânea que continham músicas que eram tocadas nos bailes de sambarock e re-gravadas especialmente para estes bailes.
A primeira coletânea lançada em 1978 e que se chamava “Samba Rock o Som dos Black`s” deu início a uma nova era para o sambarock onde eram re-gravados vários sucessos de bailes da época fazendo com que fosse mais fácil o acesso a essas músicas que ate então eram músicas fora de catálogo e difíceis de se encontrar

Tornando assim o Sambarock mais conhecido na grande São Paulo e outros estados.
A forma de se dançar sambarock foi sendo aprimorada com os festivais de dança de onde os dançarinos disputavam entre si para ver quem era o melhor.
As disputas entre os dançarinos de sambarock seguiam os mesmo moldes do filme “Embalos de Sábado à Noite” onde tínhamos o júri técnico formado primeiramente por aqueles que se julgavam serem os melhores dançarinos da época e que julgavam a parte técnica da dança tempo contra tempo, erros, passos inéditos, quantidades de passos, qualidade dos passos e dificuldades dos passos, em alguns festivais tinha-se também o chamado júri popular onde se escolhiam alguns freqüentadores destes bailes para junto com o júri técnico escolherem os melhores em uma escala de um a dez ou de dez a cem.
Lembrando que as regras e o formato destes festivais variavam de bairro para bairro ou mesmo vila para vila.

A1 Dang Dang.
A2 Frases.
A3 Flamengao.
A4 Double Barrel.
A5 You Can Get It If You Really Want It.
A6 Tequila.
A7 Boogie do Bebe.
B1 Just Boppin.
B2 Shocks of a Mighty.
B3 Agua Marinha.
B4 Sal-a-faster.
B5 Zamba Bem.
B6 Mambo No.8.

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Chubby Checker 1965/1976 Greatest Hits

Chubby Checker`s Greatest Hits 1965 re-gravado em 1976 pra alegria das novas equipes e desespero para quem já tinha este importantíssimo disco do Chubby Checker pros bailes, na verdade o segundo na linha de importância em matéria de raridade isso claro antes de 1976, pois o primeiro mesmo era e ainda é o disco “Chubby Checker e Bobby Rydell de 1961”.
E porque a importância deste disco, primeiro por ser uma festa pronta e segundo que por ter algumas das principais musicas que eram executadas nos bailes e sendo re-gravado em setenta e seis ajudou e muito as equipes que estavam começando e por conseqüência ainda montando sua discoteca.
E vamos ao disco onde temos as manjadas The Twist, Pony Time, Limbo Rock, Slow Twist, Dancin Party, Lets Twist Again e ainda The Class, Loddy Lo, The Huckle-Buck.
Com estas series de postagens “As novelas no Sambarock e Os álbuns originais e suas regravações” e outras que ainda iniciaremos, estaremos montando este grande mosaico dos Bailes em São Paulo e mais especificamente na parte de 1/3 destes bailes, o Sambarock como é denominado hoje já que o set destes bailes eram divididos em 3 partes, Sambarock, Soul ou Balanço e as Lentas.
No mais e baixar esta festa pronta.

Lado A
A1 The Twist
A2 Pony Time
A3 Limbo Rock
A4 The Class
A5 The Fly
A6 At the Discotheque
A7 Do The Freddie
A8 Birdland

Lado B
B1 Slow Twisntin`
B2 Let`s Limbo
B3 The Huckle-Buck
B4 Popeye (The Hitch-Hiker)
B5 Dancin Party
B6 Let`s Twist Again
B7 Loddy Lo
B8 Twist And Shout

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The Class

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Ed Lincoln 1973 O Melhor de Ed Lincoln vol 2/ Voltei 1964

Nos primeiros anos da década de setenta tínhamos bem poucas equipes comandando as festas nos salões com suas raridades.
Fora destes poucos salões tínhamos as festas em casas de famílias onde a discotecagem ficava por conta de pessoas que reuniam seus discos nestas festas.
Mas a partir do segundo ano da década de setenta haveria uma serie de regravações que ajudariam a mudar isto, pois musicas que antes eram de exclusividade destas equipes agora estavam sendo tocados nas festas em casas de família por equipes que estavam começando.
Nos aqui do Arquivo já tivemos algumas postagens neste sentido de mostrar estes álbuns como, por exemplo, Trini Lopez Show 1969/ 73, Bert Kaempfert Afrikaan Beat 1962/72 e 75, e outros álbuns que ainda postaremos aqui pra darmos continuidade a esta serie de originais e regravações que ajudaram as equipes que estavam começando e ate mesmo a manter vivo este movimento social e cultural que foi o Swing, Sambalanço e agora Sambarock.
Isto se dava porque os que freqüentavam estes bailes eram pessoas que buscavam nas festas a exclusividade e por isso se dava a busca por estas raridades.

Ed Lincoln 1973 O Melhor de Ed Lincoln vol 2/ Voltei 1964

E continuando com esta serie de postagem “os álbuns originais e suas regravações” postaremos o álbum de Ed Lincoln A Volta 1964/1973 como O Melhor de Ed Lincoln vol 2, disco que saiu re-gravado mudando apenas a capa e o nome e detalhe para o “vol 2” que vem timbrado somente no selo do disco.

Lado A
01 – Ai que saudades dessa nega
02 – Eu vou tambem
03 – The blues walk
04 – Falaram tanto de você
05 – Vou andar por aí
06 – Deixe isso pra lá

Lado B
01 – Na onda do berimbau
02 – Amar é bom
03 - Palladium
04 – Sacy Pererê
05 – São Salvador
06 - Voltei

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Bate-papo com Marco Mattoli - Parte 4

Na última parte desse bate-papo, Mattoli nos conta sobre o projeto que contou com a participação do Clube Do Balanço, chamado OE: Brazil...



Arquivo - E como apareceu esse projeto da Nova Zelândia, OE:Brazil ?

M
attoli - O OE foi um projeto bem interessante, que caiu no colo da gente. Certo dia um conhecido me procurou dizendo que o representante de uma gravadora da Nova Zelândia estava querendo vir pro Brasil.

Ele viria com uns artistas da Nova Zelândia e queria fazer umas jams com artistas brasileiros, gravar um disco e lançar por lá.


Eu falei:
“Tá legal. O cara vem aqui e vai querer fazer com Ivete Sangalo, Marisa Monte, Caetano Veloso, algum percussionista do Rio de Janeiro, Timbalada na Bahia... Algo nesse estilo.”

Mas esse cara insistiu:
“Vai lá conversar com ele."


Arquivo - E o cara chega aqui pra fazer um disco com Zimbo Trio, Barbatuques, Drumagick, Funk Como Le Gusta, Clube...

Mattoli - Exatamente. Esse cara se chama Mike, da gravadora Loop. É um cara bem esperto de lá. E essa geração de artistas de lá é muito boa também.

Eles tiveram aqui antes do projeto e fizeram uma pré-pesquisa. Compraram cerca de 250 discos independentes além, é claro, dos famosos.

E ele sacou nessa pesquisa que em São Paulo tinha uma cena interessante, que não era o óbvio da Bahia e que não era o óbvio nem de São Paulo.
E acabou chegando em 15, 20 discos, dentre esses estavam o Funk Como Le Gusta, Karnak, Zimbo Trio, Barbatuques, Clube.


Ele sacou que em São Paulo, apesar de não ser uma capital turística, tinha uma cena musical independente muito mais forte.

Dai ele veio falar comigo:
“Olha, esses são os artistas, já distribuímos os discos de vocês e a gente está trazendo os discos deles pra vocês verem se rola alguma afinidade.

Esses caras vão ficar um mês numa casa aqui em São Paulo e a idéia é fazer jams sessions e filmar tudo pra sair em dvd, num documentário.
Depois vocês entram no estúdio e fazem uma faixa juntos."


E eu falei:
“Beleza cara, vamos lá.”



Arquivo - Você achava que era só pra saber se tinha uma possibilidade de rolar...


Mattoli -
E ele já veio com o convite pronto, tipo "o contrato é esse..." e a gente embarcou na loucura dele:
"Pô, é Nova Zelândia !"


E chegou esse pessoal aqui, uma puta turma legal.
Desde neguinho que faz rap misturado com musica maori, uns caras mais do pop, uma cantora jazzística, o pessoal do eletrônico e também uma cantora brasileira que mora lá, a Alda Rezende, mineira.
U
m pessoal bastante antenado musicalmente, um pessoal esperto.

E a gente meio que no chute achou um cara legal, o Barnaby que é da banda Black Seeds, que é mais na linha Dub e eu disse que o Clube talvez desse bem nessa linha


Nos encontramos com ele junto com um tradutor, já que ninguém fala muito bem inglês...
E ele disse:
“Eu tenho a idéia de fazer um reggae e tal, aqui está a melodia.”


E eu:
“Legal esse reggae aí, mas... vamos dar uma pincelada nisso.
Vamos fazer de conta que é um samba".


Na hora que transformamos aquilo o cara ficou doido !

Ensaiamos umas duas vezes e eu falei:
“E aí, vamos Gravar ?”


E ele:
“Gravar ? Vamos !!!”


Marcamos no estúdio e quando chegou a hora ele falou:
“Mas como a gente vai fazer, como vai ser ?”


E eu:
“Barnaby é assim: a gente vai ali monta o baixo, a bateria, o teclado, o violão etc..
Você canta aqui nesse microfone.
Aquele cara dá rec e grava !

No Brasil á assim, lá vocês devem fazer arranjo, devem fazer uma reunião.
Aqui a gente vai lá e faz um som.”


E ele:
“Uau, vocês são objetivos hein ?”


Passamos o som duas vezes, gravamos e o cara chapou:
”Parabéns, vocês são muito enturmados.”


E eu disse:
“Aqui é assim cara, futebol antigo."


Arquivo - Me lembro que você levou ele no Teatro Mars, num show do Sambasonics (em breve bate-papo com Marcelo Munhoz), e realmente ele estava pirando com aquilo !

Mattoli - Quando eles vêem outra referência musical os caras piram mesmo.
O interessante é que isso também aconteceu com outros artistas, a faixa da Hollie com o Zimbo Trio ficou linda. A do Barbatuques também...
Ficou um disco muito interessante.

Só que na hora de lançar isso lá, como eles não podiam chamar todos esses artistas porque seria muita grana, eles chamaram o Marcelo do Barbatuques, o Edu Peixe e eu.
Não sei ao certo por que... Talvez porque fomos os que mais compraram a briga.

Chegamos lá, ensaiamos com uma banda de lá, mesmo. Todos esses artistas e um puta tecladista chamado Jonathan.
Fizemos três shows geniais. Até fiz uma tatuagem Maori !


Arquivo - E os caras conseguiram levar as músicas numa boa ?

Mattoli - Sim, super na boa. É aquela história de misturar coisas, abrir caminhos entre estilos, sempre saí alguma coisa boa disso.

Tudo que fica muito estagnado, pode ganhar em pureza mas perde em emoção. Se você for ver, o samba tem essa característica.
Ao mesmo tempo que consegue se manter puro ele consegue se misturar, sem problema.


Arquivo - Para finalizar, nos fale um pouco sobre o 3º cd.

Mattoli - Esse projeto se chama Pela Contramão.
Vamos fazer uma coisa bem autoral. Não que nós, nunca mais iremos fazer regravações. Mas optamos por esse projeto porque nos dá a liberdade de ser um trabalho bem mais barato.


Arquivo - E quando saí o Pela Contramão ?

Mattoli – Muito em breve !


Arquivo - Estamos aguardando.
Mattoli, muito obrigado pelo papo.

Mattoli - Valeu rapaziada.
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Bate-papo com Marco Mattoli - Parte 3

Na terceira desse bate-papo (dividido em 4 partes), Marco Mattoli nos conta sobre as gravações de "Samba Incrementado", segundo album do Clube do Balanço.



Arquivo - E como pintou o Samba Incrementado ?

Mattoli - Na hora que lançamos o primeiro cd, começamos sair do circuito Grazie A Dio / Blen Blen. E começaram a aparecer os shows.
Começamos fazer shows com mais frequência e a banda passou a ser mais coesa.

Então em 2004 nós resolvemos fazer o segundo disco "com cara de banda".
Só nós, sem tanta gente de fora. Esse foi o clima do Samba Incrementado, que foi um disco um pouco mais autoral.


Arquivo - E a idéia das faixas instrumentais ? Até pintar o Clube poucos tocavam, pelo menos as bandas dessa nova geração.

Mattoli - Exatamente por causa do baile. Nós íamos aos bailes e víamos aquela massa dançando Jimmy Smith, um p... jazz sofisticado.
E eu pensava:
“Que sacanagem falar que brasileiro não gosta de boa música, não sabe admirar música sofisticada. Olha que cabeça pequena.

Um pessoal da periferia, alguns sem instrução alguma, e ouvindo uma discotecagem sofisticadíssima."

Quando levei o Beco, um australiano da gravadora Crammed, num baile do Green Express, ele disse:
"Um DJ desse em Nova York ganharia mil dólares por noite. Isso é uma discotecagem sofisticadíssima. É difícil ouvir lá fora uma discotecagem tão sofisticada como essa."

E tudo isso em plena Avenida Rio Branco, no centro da cidade...



Arquivo - E aqui ninguém dá valor...

Mattoli - Por isso a gente achou que instrumental era uma coisa legal.
O Maita é um baita pianista de Bossa Nova, muito cascudo. Tem também o Tiquinho, o Reginaldo...
Eu perguntei:
“Vamos fazer umas instrumentais ?"
E eles:
"É Claro. Vamos Gravar !!!”



Arquivo - Vocês gravaram "Balaio" do Sérgio Carvalho e "Muito Incrementado", do D'angelo. Para buscar os direitos foi fácil ?

Mattoli - Não, deram vários rolos. Porque são gravações muito obscuras.
Muito Incrementado foi um caso. Ficamos meses procurando quem que era o autor dela (Jean Zanoni).



Arquivo - Não tinha registro disso ?

Mattoli - Nada, porque esse disco é de sessenta e pouco e o cara tinha um pseudônimo pra um disco, um pseudônimo pro outro.


Arquivo - Igual o Ed Lincoln, que tem o De Savoya, Ed Kennedy, Gloria Benson...

Mattoli - É, mas o Ed Lincoln é um cara famoso.
O Muito Incremetado é dele, mas dele mesmo.


Arquivo - E esse Conjunto D'angelo só lançou dois discos com esse nome...

Mattoli - Aí a gente conseguiu através do Orlandivo o contato com um cara que conhecia ele.
Pegamos o contato com o filho dele, que tá morando na França.
Deu mais trabalho conseguir a autorização que gravar a música...
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Bate-Papo Com Marco Mattoli - Parte 2

Na segunda parte desse bate-papo, Mattoli fala sobre o início do Clube do Balanço e também sobre a gravação do 1º cd, Swing & Samba Rock.



Mattoli - ...O "Balanço Bom É Coisa Rara" é uma coisa engraçada, todo mundo gostava mas ninguém queria fazer.
Ficava naquele negócio: “Só vira essa p.... de pagode..."

E quando decidimos fazer, nós pensamos:
“Vamos pegar um repertório de clássicos do samba rock e vamos fazer um baile tocado.”

Só que o Edu é megalomaníaco e veio com aquele papo que não poderia ter só cinco caras. Tinha que ter teclado, percussão, metaleira.
Como eu tinha a experiência do Guanabaras, achava que não daria certo...

Mas ele insistiu, e me apresentou o Reginaldo e o Bocão.
Eu conheci a Tereza e disse à eles:
“Já que é assim vamos por uma cantora também, já que eu não sou exatamente um cantor...”

Então nos juntamos, chamamos o Dj Claudio Costa e fizemos o primeiro show com a formação do Clube. Isso foi em 2000, lá na Cohab Artur Alvim, no prédio do Renato Bergamo que é um dos idealizadores do Clube.

Fizemos esse primeiro show, um baile ultra familiar, mais de curtição.
E nesse dia me deu uma intuição.
Naquela época eu tinha desencanado de música, mas esse show me deu uma intuição que daria certo. Era uma turma de amigos tocando por lazer.
Parece que quando a gente coloca essa energia as coisas fluem melhor.


Nesse tempo eu já freqüentava algumas festas e notava que estava rolando muito Bebeto, Luiz Vagner, Marku, Pau Brasil, além de Jorge Ben e Tim Maia é claro.

E nos finais de semana rolavam umas "Jam Sessions" divertidas no Grazie a Dio.

Então eu fui falar com o dono de lá:
“Que tal rolar samba rock aqui de domingo ?”

Ele nem sabia o que era samba rock, mas a assessora de imprensa disse:
“Samba rock é legal. É um movimento que rola na periferia de São Paulo... Vamos fazer ?”

Ele topou e nós começamos a tocar nos domingos pra 30, 40 pessoas. Eu montava o som da casa.

A imprensa comprou a idéia, a garotada começou a freqüentar porque tinha uma discotecagem diferente e virou uma febre. Em um ano não cabia mais gente.

Quando começamos a tocar, eu chamei o Luiz Vagner e disse que ele iria pirar com o que estava acontecendo. E quando ele veio pirou mesmo:
"Opa, tô na moda !"


Daí começamos a convidar o pessoal.
O Bebeto apareceu, o Marku estava em São Paulo e foi também. E veio Abílio Manoel, Elizabeth Viana, várias pessoas interessantes desse meio. E o Grazie a Dio virou uma referência.


Nisso pintou o interesse de uma gravadora que tava lançando a Banda Black Rio, Paula Lima, Seu Jorge.
E nós achamos óbvio fazer, no primeiro disco do Clube, uma grande homenagem a toda essa história que estava meio parada.
E nós chamamos todo mundo novamente.

O Bebeto, nessa época tava voltando a fazer show em São Paulo, mas não queria trazer banda do Rio porque ficava muito caro e a gente acabou fazendo turnê com ele e na seqüência ele deu uma música inédita pra gente.

Chamamos o Luis Vagner, o Marku, o Erasmo Carlos, que curtiu tanto o nosso som que hoje ele diz que é integrante do Clube !
Foi muito especial.
Um reencontro que catalisou o pessoal da antiga com o pessoal novo e assim começou o Clube Do Balanço.


Arquivo - Nessa época o Dj Tony Hits, tocou bastante o as músicas do Clube no extinto programa Clássicos Da Nostalgia, na rádio Imprensa Fm.
Isso ajudou, não ?

Mattoli - O Clássicos Da Nostalgia e o Green Express (casa noturna especializada em samba rock, da capital de São Paulo).

Quando a gente tocava no Grazie a dio eu achava um absurdo o Clube não tocar nesses bailes.
Até que um dia eu fui lá no Green Express e disse que a gente tinha uma banda que bombava na Vila Madalena.


E o Marcão, com toda sua delicadeza:
“Isso não interessa não, toda vez que eu coloquei banda aqui saiu merda. Não tem nada há ver com o baile.”

E eu:
”Mas nossa banda não é de pagode, você nem vai perceber se é banda ou discotecagem...”


Como o Tony já conhecia a gente, falou com o Marcão e o convenceu. Nós "pagamos" pra tocar no Green Express.

Quando fomos fazer o show, deu um puta buchicho e tal... e nós super animados.
Quando entramos no palco, tinha uns 6 caras das equipes de baile olhando pra gente. Me senti numa banca examinadora, num controle de qualidade !

Nós arrastamos ou outro cara da periferia pro Grazie a Dio, mas a maioria não conhecia a gente.

E quando acabou, os caras gostaram muito e ganhamos o respeito das equipes.
Depois disso as equipes começaram a nos chamar pra tocar.

A primeira que a gente fez, se não me engano, foi o Mistura Fina na Casa de Portugal.
Apanhamos de 10 a 0 no baile, pois não tinha um som adequado. Fizemos o show no grito, e não nos agradou.

O seguinte foi com o Clássicos da Nostalgia, e eu disse que dessa vez iriamos fazer direito.
Nós alugamos um P.A. e aí virou, foi legal pra car...
Nós fizemos com várias equipes. Eu acho que hoje em dia o Clube é um artigo de luxo para as equipes de baile.

Isso pra mim é um ponto de orgulho, um orgulho cultural, assim como tenho do Guanabaras ter saído num disco de black.


Arquivo - O interessante é que ao invés do Clube aparecer na periferia e "invadir o centro", aconteceu o contrário.
O Clube saiu do centro e "invadiu a periferia".

Mattoli - Mas de certa forma a essência do Clube é de lá.
Eu não, mas o pessoal é todo de lá.

A Tereza é da Zona Leste, o Renato Bergamo que é fundamental na nossa história, também, o Fred Prince é da Zona Norte...
A idéia veio de lá, e isso é interessante no Clube. Não adianta uma música de qualidade ficar presa no topo do morro, se ela não tem esse potencial de dialogar com outras partes desse país.

Isso é uma coisa que eu sempre critiquei do baile, pois muitos baileiros criticam o Clube dizendo que o baile vai estragar, perder a essência e eu acho o contrário.
O baile vai mostrar a força dele, à partir do instante que ele for reconhecido como tal...
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Bate-Papo com Marco Mattoli - Parte 1

Nessa 1ª parte, Mattoli conta como foi seu início na música, e fala sobre os Guanabaras e Balanço Bom É Coisa Rara:



Arquivo - Mattoli, Quando você começou a se envolver com música ?

Mattoli - Comecei com 14, 15 anos, com minha primeira banda de rock, chamada Basculantes, e nossa influência era The Clash, Sex Pistols e The Specials, que eu curto muito até hoje.

Eu acho muito legal essa fase do rock n’ roll. O punk rock voltou naquela coisa simples que é fazer rock n`roll.
O rock n’ roll veio com uma história de ter os instrumentos baratos.
Guitarra, baixo e bateria na época eram baratos.

O
s caras se juntavam numa garagem, faziam 3 acordes e tiravam um puta som, e isso é o barato do rock n`roll.
É uma música juvenil, simples e de fácil expressão, você pode se expressar com poucos recursos.
I
sso se perdeu durante os anos 60, com o rock ficando quase sinfônico.
Até que no final dos anos 70 nasceu o punk rock. E
eu, como a maioria da molecada na época, curtia pra caramba e fizemos essa banda.


M
as já nessa época eu já ouvia muita música brasileira, gostava de jazz, mpb.
E
u nunca tive cabeça fechada pra música, sempre gostei de vários estilos, e já tirava muita coisa brasileira, já tirava Jorge Ben, Tim Maia.
M
as só com a minha próxima banda eu pude mostrar um trabalho mais influenciado por balanço, samba, apesar de ser um projeto super imaturo.

A
banda, na verdade era uma dupla, pois a gente não conhecia músicos suficientes pra montar uma banda e então arranjamos uma bateria eletrônica, se chamava Mattoli e Ivanovic e a gente já levava Paz E Arroz.



Arquivo - E O Guanabaras... Como Pintou A Idéia?

M
attoli - O Guanabaras veio na seqüência, foi meu primeiro trabalho profissional.
Isso era mais ou menos 1988, 1989 e nós nascemos como uma banda pop, assim como todas as bandas da época.

J
untei-me com alguns amigos, chamamos dois percussionistas de escola de samba e resolvemos que queríamos fazer um negócio meio bossa nova, balanço, Jorge Ben, misturando tudo.


N
aquela época era quase uma vergonha dizer que você gostava de samba, que era considerado um estilo relegado à comunidade, à periferia.
M
inha turma amava música brasileira, gostava de samba e achava um absurdo não existir um grupo de jovens querendo fazer música brasileira.

F
izemos uma coisa hiper idealista e eu lembro que o Wagner, diretor da gravadora Eldorado na época que nos contratou disse:
"Eu gosto muito do trabalho de vocês, mas acho ele fora do tempo."
E hoje em dia, ele fala:
"Hoje o Guanabaras seria bom pra se lançar."

O
disco é muito bom por isso, apesar dos limites técnicos, é um disco quente, interessante.


E
u lembro que o primeiro cara do pop rock, que começou a falar de misturar, de chamar a brasilidade de volta foi o Chico Science.
I
sso foi em 94, 95 e a gente com o Guanabaras já fazia isso à 6 anos.
O
Guanabaras era um negócio absurdo pra época. Não se encaixava no movimento de rock, nem no do pagode que começava a aparecer na época.


A
rquivo - O Maior destaque dos Guanabaras foi "Correndo Ao Encontro Dela"...

Mattoli –
Sim, e tem uma história interessante.
A
gente tinha uma fita demo dessa música gravada e um dia eu conheci o Marquinhos Silveira, que apresentava o programa Band Brasil, que tinha também o Benê Alves e a Gleydes Xavier.

E
eu disse pro Marquinhos que tinha um grupo que não era de samba, mas que tinha muito de Jorge Ben e coloquei pra ele ouvir. Na metade da música ele ligou pro Benê Alves.

L
embro da cena direitinha, ele falando:
"
Benê, Benê, eu tô com um branquinho aqui, mas o cara parece o Branca Di Neve.
Ouve isso aqui, ouve isso aqui
..."
E
colocou um pedaço da música pro Benê escutar.
"Is
so tem que entrar no disco, vamos colocar no disco.”, que era um dos volumes do Band Brasil.

E
ssa foi a minha primeira participação fonográfica.
P
ra mim é uma honra, entrar pro mercado fonográfico através de uma coletânea de balanço, de música negra e foi surpreendente pra mim, porque eu não conhecia esse universo.


U
m pouco antes disso, o Carlinhos da gravadora Kaskatas tentou contratar o Guanabaras.
E
quando saiu a música "Correndo ao encontro dela" na coletânea, ele veio falar comigo querendo lançar.
M
as a Eldorado estava querendo também e na época eu achei melhor ficar na Eldorado.
H
oje eu me pergunto como seria se o Guanabaras tivesse saído pela Kaskatas, por ser mais periferia e tal...


P
orque eu sempre digo, entrei nesse universo pela porta dos fundos. Não tinha aquela história da minha família curtir.
Eu nunca freqüentei bailes, e
u curtia os discos.
Me juntei com uma turma que gostava das mesmas músicas e de alguma maneira a gente agradou.


A
cabamos caindo nos bailes com a turma da Band e ficávamos embasbacados:
"Car....., olha isso aqui! Olha esse universo !"
D
e repente a gente se via, por exemplo, no Choppapo em Santo André e aquilo parecendo bacia de jabuticaba !
E
u pirei, bateu na veia, e falei: "É aqui que eu vou ficar."


O Guanabaras tem toda essa história, de ser fora do tempo.
L
embro que levamos o disco pro Jorge Ben, ele ouviu e depois deu uma entrevista dizendo que gostou pra caramba dos Guanabaras.
M
uito legal...

N
esse tempo também conheci o Luiz Vagner, um pouquinho antes de gravar o disco, e nós ficamos muito amigos.


Arquivo - E porque Guanabaras Acabou ?

M
attoli – Com o passar do tempo eu tava querendo fazer um trabalho mais voltado pro samba, mas o pessoal dos Guanabaras não estava "tão brasileiro" como eu.
E
ntão achei melhor procurar outra turma, um pessoal mais voltado pro samba.


Arquivo - E você acabou lançando o seu album solo "Balanço Bom É Coisa Rara"...

Mattoli –
Isso ! Nessa época eu conheci o Edu Peixe, o Chulapa, o Tiquinho, o Fred Prince e o Gringo.
Foram os caras que eu chamei pra gravar meu disco solo e nós ficamos muito amigos.
E
ssa foi a semente do Clube.
F
azíamos os shows do "Balanço Bom" com um quinteto e tocamos até em Portugal.
M
as, fizemos poucos shows, pois o disco não virou.


O
"Balanço Bom" é uma coisa engraçada, todo mundo gostava mas ninguém queria fazer.
Ficava naquele negócio: "Só vira essa p.... de pagode..."

Q
uando decidi fazer, nós pensamos:
"Vamos pegar um repertório de clássicos do samba rock e vamos fazer um baile tocado."


Só que o Edu é megalomaníaco e veio com aquele papo que não poderia ser só 5. Tinha que ter teclado, percussão, metaleira.
C
omo eu tinha a experiência do Guanabaras, achava que não daria certo...


(Continua)
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Arquivo Northern soul


O Arquivo junto com o Original Funk Music traz uma historia muito parecedida com a que vivemos aqui no brazil.

Para contemplar nossos brothers fizemos uma mega reunião com o que tem de melhor no estilo e trazemos em partes para o deleite dos colecionadores.

A história parte I

Você mora numa cidade perdida em algum lugar do norte da Inglaterra. Centenas de fábricas ocupam o horizonte com chaminés, poluindo o céu com um vômito de fumaça cinzenta e escura. Durante a semana, em uma dessas fábricas, você trabalha numa escravidão das nove às cinco: manejando na linha de produção, varrendo o curral, removendo merda. O trabalho é ingrato, mas ele te paga o suficiente para você viver. Mais importante, ele te paga o suficiente para você sair e dançar. Porque embora a fábrica talvez seja seu trabalho, isso certamente não é a sua vida. Todos os finais de semana, você viaja para outras cidades perdidas do norte, se veste legal, se entope de drogas e dança pra valer músicas obscuras de soul music, sonhando o tempo todo com cantores de impossíveis lugares glamourosos como Detroit, Chicago e Philadelphia. Sua vestimenta é fora de moda, mas bastante prática. Das suas polos brancas da Fred Perry descendo para seus sapatos de sola de couro Ravel, tudo que você veste é para conforto e agilidade. As drogas que você toma também são práticas: um exército de anfetaminas, engolidas para o único propósito de deixar você na pista de dança até o amanhecer. Você dança discos de artistas desconhecidos, de gravadoras que ninguém conhece, cantando canções que pouquíssimas pessoas escutaram até hoje. Porém são esses discos que são seus únicos tesouros, os únicos que você gasta dezenas de pounds - as vezes até milhares - do seu magro salário para adquiri-los. Seus amigos, ainda no rock progressivo ou então descobrindo os moldes pop-glitter do glam rock e Bowie, riem de você. Eles não entendem o mundo secreto que você habita. Eles não entendem as roupas, a música e os rituais da sua existência underground. Na sua cabeça, você faz parte de um grupo fechado, você pertence a um dos mais puros e descontaminados movimentos musicais de todos os tempos. Você é um “Northern Soul boy”.

De cara já trazemos 3 discos de um total de 10.

Arquivo Northern soul

01 Rose Batiste - Hit And Run

02 The Professionals - That's Why I Love You

03 Detroit Executives - Cool Off

04 Pat Lewis - No One To Love

05 Betty Boo - Say It Isn't So

06 Stanley Mitchell - Get It Baby

07 Doni Burdick - Candle

08 Dynamics - Yes I Love You Baby

09 The Metros - What's Wrong With Your Love

10 George Lemons - Fascinating Girl

11 Brook Bros. - Looking For A Woman

12 J.J.Barnes - Our Love (Is In The Pocket)

13 The Debonnaires - Loving You Takes All Of My Time

14 Darrell Banks - Somebody Somewhere Needs You

15 Forest Hairston - We Go To Pieces

Northern Soul

01 - Jackie Beavers - I Need My Baby

02 - The Holidays - Makin' Up Time

03 - Steve Mancha - He Stole The Love That Was Mine

04 - Joe Matthews - She's My Beauty Queen

05 - The Dynamics - Whenever I'm Without You

06 - The Adorables - Ooh Boy

07 - Melvin Davis - I Must Love You

08 - Johnny Rogers - Make A Change

09 - Patti Young - Head And Shoulders

10 - Diane Lewis - Keep A Hold On Me

11 - Eddie Anderson - I Won't Hurt You Anymore

12 - Emanuel Laskey - Lucky To Be Loved B You

13 - Joey Kingfish - Did My Baby Call

14 - Fabulous Peps - She's Going To Leave You

15 Martha Starr - Love Is The Only Situation

Northern Soul – Vol 02

01 - Cavalieres - Ooh it hurts me

02 - The Metros - Push a little bit harder

03 - Willie Kendrick - Change your ways

04 - Lorraine Chandler - What can i do

05 - Sharon Scoth - (putting my heart under) lock and key

06 - Carolyn Cooke - Take me away

07 - Kenny Carter - What's that on your finger

08 - HB Barnum - It hurts too much to cry

09 - Dean Courtney - Today is my day

10 - Barons - Since you're gone

11 - The Dynamics - Love sick

12 - Willie Kendrick - She'll be leaving you

13 - Sharon Scott - It's better

14 - Lorraine Chandler - Mend the torn pieces of my heart

15 - The Bobbettes - Having fun

Northern Soul – Vol 03

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Noriel Vilela – Compactos 1971-74


Noriel Vilela fez carreira como integrante do grupo vocal de samba Cantores de Ébano, que teve relativo sucesso nos anos 1950. Vilela também lançou o álbum-solo Eis o Ôme em 1968. Por essa época, Vilela morreu repentinamente e o Cantores de Ébano se desfez por algum tempo, até que se encontrasse um substituto à altura para o cantor.
A voz do cantor é um baixo profundo com uma dicção única no samba. Seu segundo álbum Eis o Ôme é uma sucessão de faixas de sambalanço com forte tempero afro, não apenas na sonoridade, como também na temática, voltada para a umbanda.
Um dos grandes sucessos de Vilela foi a canção "Dezesseis Toneladas", uma versão para o português de um clássico norte-americano do pop-country-folk dos anos 1940, "Sixteen Tons", de Ernie Ford e Merle Travis. A banda paulista Funk Como Le Gusta regravou a versão de Vilela, tentando até mesmo reproduzir sua voz grave, no álbum Roda de Funk.
Vilela goza atualmente de um revival cult entre os admiradores do sambalanço e seu nome é facilmente encontrável nas redes de compartilhamento de arquivos da internet.

Mas aqui no ARQUIVO você encontra essa reunião de compactos raríssimos do mestre!


Noriel Vilela – Compactos 1971-74

01 - 16 Toneladas

02 - Todo Enrolado
03 - Ta Com Medo, Diz
04 - Vida Atrapalhada
05 - Je Suis la Maria
06 - Gira
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A Historia do Sambarock e os festivais de equipes - Texto de Dj Lu

Vou abordar um assunto que com certeza vai despertar o interesse de muitos, que eram os festivais de equipes.

Como era comum, nos anos 70 e 80 existiam muitas equipes de bailes nas vilas e bairros.

Para terem uma idéia na minha rua existiam três, e com isso começavam a aparecer vários comentários: a equipe lá tá com uns discos da hora, tal fulano pegou um rock desse jeito ou uma lenta daquelas muito raras.

Até que alguém (não sei exatamente quem teve esta idéia mas foi maravilhosa só quem disputou sabe), resolveu criar os festivais de equipes.

Que eram na verdade campeonatos ou torneios entre equipes (não famosas), geralmente equipes do próprio bairro e às vezes, dependendo de quem era o idealizador, traziam outras equipes de outros bairros.

Eu fui convidado algumas vezes para disputar festivais em outras localidades como por exemplo: Osasco, Campinas, Barueri, Pirituba entre outros que não me lembro.

O que era muito interessante nestes festivais eram a qualidade das músicas apresentadas, para quem colecionava era o êxtase pois, como uma das regras não se podia tocar discos piratas só originais, e tinham que mostrar os discos depois da seleção para um juiz, que ficava por ali só para conferir se esta parte da regra estava sendo cumprida corretamente.

Por sua vez as equipes se reforçavam, compravam, trocavam, iam atrás de discos raríssimos, pois em festivais quanto maior a quantidade de raridades melhor.

Mas tem um detalhe: lembra daquele cara que passava as múiscas todas com o ritmo dançante sem quebrá-lo, pois é nestes festivais além de só poder tocar estas maravilhas musicais o cara (DJ) tinha que tocá-las em uma seleção dançante pois aleé do prêmio para a equipe vencedora existia o prêmio para o melhor Dj, ao contrário do que é hoje não era a performance com scratches e outros malabarismos, e sim a capacidade de montar uma seleção ou Set List como se chama hoje em dia.

Pois bem, era até mais difícil de ganhar este prêmio do que o da equipe.

Eu tive o prazer de ganhá-lo algumas vezes. duas destas sem minha equipe ganhar o festival.

Isso dava muito status e consideração.

Tenho muitos amigos colecionadores que me respeitam até hoje por estes feitos, e olha que já fazem 17 (Dezessete) anos que disputei o último festival.

Pois bem, era muito difícil para se ganhar pois havia uma série de regras e precisávamos prestar muita atenção até nos minutos de cada música que iríamos tocar para não perdermos pontos preciosos na disputa.

Vou listar algumas regras desta que pra mim foi uma época maravilhosa, aonde aprendi muito e conheci muito também:

1. O mais importante não era aceito discos piratas.

Caso a equipe tocasse algum, poderia ser apenas um que seria desclassificada na hora.

2. Discos coletâneas e regravações não originais (de outro ano e não do ano de lançamentos 5 pontos)

3. Discos originais e importados 10 pontos

4. Cada Equipe tocava Três seleções de 30 minutos cada, sendo separado nos seguintes estilos

1. Samba Rock 150 pontos - (Nacional 2, Instrumental 2, Internacional 2 no mínimo) o restante para completar o tempo ficava a critério do Cara (DJ) que fazia a programação musical (nota não precisava tocar da forma que esta escrito aqui e sim teria que conter estes itens, você poderia tocá-las misturadas na seleção desde que estivessem na sua seleção!)

2. Balanço 100 pontos - (2 Funks dos anos 70, e o restante poderiam ser lançamentos)

3. Melodias 150 pontos (2 nacionais, 2 instrumentais e 2 raridades), ficaria a critério do cara das músicas (DJ), estão vendo a importância de fazer corretamente a seleção musical antes de fazer a festa?

4. Seleção perfeita 10 pontos (O Dj ganhava estes pontos)

5. Regras para Descontos (Penalidades)

1. Não atender alguma especificação acima (Desclassificação automática)

2. Pulos nos discos de 5 a 20 pontos dependendo da duração do pulo

3. Seleção não dançante (música mal colocadas tipo quebra o ritmo no meio da seleção) - 5 pontos por seleção e também naquele ponto do Dj

4. Músicas que não agitavam a galera - 5 pontos (Este quesito era mais pontuais na seleção de balanço)

Estas são as regras principais.

Existiam outra,s pois acada festival existia algumas inovações, mas o esqueleto central eram estas ai, eue por sinal eram muito difíceis de serem cumpridas.

Ví muita equipe com ótimos discos perderem para equipes com raridades menos expressivas, mas com uma seleção musical e muito boa.

Eu particularmente sempre optei em montar minhas seleções dançantes mesclando raridades e conhecidas sempre com o mesmo ritmo, para manter a temperatura na pista, sempre deu certo, quando não ganhava ficava entre os três

E olha que eram 9 (nove) equipes dividas em Três finais de semana.

Ganhava quem fazia mais pontos, ou seja, tínhamos que ser regulares, por isso o trabalho tinha que ser em equipe, pois não conseguimos por mais que gostarmos de ser especialistas em todos os ritmos, até conseguimos montar boas seleções mas em festivais estamos falando de colecionadores de alto nível, não menosprezando os outros mas ali, existem deles que respiram música, o que era o meu caso, tinha todos meus compromissos cronometradissimos, até o tempo na casa da namorada, geralmente ia a noitinha, pois dava tempo de treinar um pouquinho mais! kkk.

Tenho uma história interessante, ganhei um festival uma vez por causa de um pulo no disco do meu adversário que era (Let´s get it on - UTFO) um balancinho.

Detalhe: eu ví quando o Dj abriu o lacre do disco, nós estávamos exatamente com 380 pontos cada equipe, e foram este 5 pontos que me deram a vitória ficou 380 a 375 a meu favor este também ganhei o troféu de melhor DJ.

Lembro que fui o segundo a tocar na primeira noite, fiquei os outro 2 sábados seguintes do lado do palco vendo cada equipe cada dj tocar com um papelzinho na mão tentando fazer as contas para ver qual a posição nós alcançaríamos era muito estressante, mas muito legal pois a adrenalina era muito boa, e nós amantes da boa música aprendíamos muito com aquela situação, sem contar que virávamos celebridades na vila, pelo menos até o próximo festival.

Tive oportunidade de participar de vários deles, todos de alto nível ganhei alguns, outros não, mas sempre ficava entre os três primeiros.

Ganhei também vários prêmios de melhor DJ, mas muito mais valiosos foram os momentos de aprendizagem que esta experiência me proporcionou, e que tento hoje de diversas formas dividí-las com todos.

Por isso meu esforço em participar de blogs, comunidades no Orkut e tudo que puder ajudar, desde que esteja relacionado com esta cultura musical riquíssima e maravilhosa que é a black music verdadeira.

Espero estar ajudando de alguma forma com este texto aqui também.


Por Dj Lu
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