domingo, 3 de janeiro de 2010

Clara Nunes – P.C.J (Partido Clementina de Jesus)

Partido muito tocado pelos Djs dos bailes, o curioso é que pouca gente sabe que esta maravilha foi escrita pelo mestre Candeia e apresentada em uma roda de samba lá pelos lados da Portela, em 1977 Clara Nunes resolveu homenagiar Candeia e Clementina e gravou um classico do Partido Alto.

Compacto lançado antes do disco As Forças da Natureza.

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1 P.C.J. (Partido Clementina de Jesus)
2 Perdao
3 Coisa da Antiga
4 Coraçao Leviano

1977 Clara Nunes – Compacto


Um pouco da Rainha Quelé.


Senta que lá vem história...
(Marquês de Valença, 7 de fevereiro de 1901 — Rio de Janeiro, 19 de julho de 1987) foi uma cantora brasileira de samba. Também era conhecida comoTina ou Quelé.
Nascida no interior do estado do Rio, mudou-se com a família para a capital do estado, radicando-se no bairro de Osvaldo Cruz. Lá acompanhou de perto o surgimento e desenvolvimento da escola de samba Portela, freqüentando desde cedo as rodas de samba da região. Em 1940 casou-se e mudou para a Mangueira. Trabalhou como doméstica por mais de 20 anos, até ser "descoberta" pelo compositor Hermínio Bello de Carvalho em 1963, que a levou para participar do show "Rosa de Ouro", que rodou algumas das capitais mais importantes doBrasil e virou disco pela Odeon, incluindo, entre outros, o jongo "Benguelê". Devota da Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro, participava de festas das igrejas da Penha e de São Jorge, cantando canções de romaria. Considerada rainha do partido alto, com seu timbre de vozinconfundível, foi homenageada por Elton Medeiros com o partido "Clementina, Cadê Você?" e foi cantada por Clara Nunes com o "P.C.J, Partido Clementina de Jesus", em 1977, de autoria do compositor da Portela, Candeia.
Além deste gênero gravou corimás, jongos, cantos de trabalho etc., recuperando a memória da conexão afro-brasileira. Em 1968, com a produção de Hermínio Bello de Carvalho, registrou o histórico LP "Gente da Antiga" ao lado de Pixinguinha e João da Baiana. Gravou cinco discos solo (dois com o título "Clementina de Jesus", "Clementina, Cadê Você?" e "Marinheiro Só") e fez diversas participações, como nos discos "Rosa de Ouro", "Cantos de Escravos", Clementina e convidados e "Milagre dos Peixes", deMilton Nascimento, em que interpretou a faixa "Escravos de Jó". Em 1983 foi homenageada por um espetáculo no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, com a participação de Paulinho da Viola, João Nogueira, Elizeth Cardoso e outros nomes do samba.
Rainha Ginga. Quelé. Duas maneiras de chamar Clementina de Jesus, com a imponência do título de realeza e com a corruptela carinhosa de seu nome. Clementina evocava tais sentimentos aparentemente contraditórios. A ternura e o profundo respeito.
A ternura de negra velha sorridente. Todos com quem se envolvia tinham a compulsão de chamá-la Mãe, como a chamavam os músicos do musical Rosa de Ouro. Uma pessoa capaz de interromper um depoimento dado à televisão para discutir sobre o café com a moça que o servia. Um brilho especial nos olhos que cativou desde os mais humildes ao imperador Haile Selassié. Talvez por ter trabalhado tantos anos como empregada doméstica e ter começado a carreira artística aos 63 anos, descoberta pelo poeta Hermínio Bello de Carvalho, nunca tratava de forma diferente devido à posição social.
O respeito ao peso ancestral de sua voz: uma África que estava diluída em nossa cultura é evocada subitamente na voz e nos cânticos que Clementina aprendeu com sua mãe, filha de escravos. Clementina surgiu como o elo perdido entre a moderna cultura negra brasileira e a África Mãe.
Clementina causou uma fascinação em boa parte da MPB. Artistas tão diferentes como João Bosco, Milton Nascimento e Alceu Valençafizeram questão de registrar sua voz em seus álbuns. Apesar disso Clementina nunca foi um grande sucesso em vendagem de discos. Talvez por ter gravado quase que somente temas folclóricos, ou por sua voz não obedecer aos padrões estéticos tradicionais. O que realmente impressionava eram suas aparições no palco, onde tinha um contato direto com seu público.
Clementina, mesmo tendo iniciado tardiamente sua vida artística e com uma curta carreira, é sem dúvida uma das mais importantes artistasbrasileiras. Apesar disso, hoje em dia apenas o disco Clementina e Convidados existe em catálogo.
"Clementina, cadê você? Cadê você? Cadê você? Cadê você?" O coro foi puxado em seu velório no Teatro João Caetano, onde a cantora empolgara grandes platéias do Show das Seis e Meia.
Clementina tinha prazer em cantar. Na adolescência, saía sempre fantasiada de peixeira nas Folias de Reis. Desfilou em carro aberto dirigido por Noel Rosa num carnaval. Cantou nas sessões de candomblé em Inhaúma, onde morava Tia Ciata, uma das baianas pioneiras em disseminar o samba no Rio. Freqüentava os jongos e caxambus da Tia Dorotéia em Osvaldo Cruz. Devota da Senhora da Glória do Outeiro, participava das festas das Igrejas da Penha e de São Jorge, cantando músicas de romaria. Foi ali que o compositor Hermínio Bello de Carvalho ouviu-a, por acaso, cantar. Trabalhou por muito tempo como empregada doméstica até iniciar sua carreira artística em 1964.
Sua estréia foi no Teatro Jovem, em Botafogo, num movimento chamado Menestrel, que unia eruditos e populares. No ano seguinte, integrou o musical Rosa de Ouro. Clementina, tão longeva, às vezes tinha sérios problemas de saúde. Em 1983, já com 82 anos de idade, desenvolvia uma atividade artística tão intensa que foi internada para se recuperar de estafa. Em suas últimas apresentações, já cantava sentada, mas tão ativa quanto podia. Suas músicas, ligadas à história do nosso país, representam o povo negro, sobretudo os jongos, e os lundus, que vêm do fundo de nossas origens.

HOJ20JUL1987

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Don't Be Cruel - Hound Dog! 7'' Single - Elvis Presley 1956

Capa

Single by Elvis Presley

A-side "Don't Be Cruel"
B-side "Hound Dog"
Released July 13, 1956
Format 45 rpm, 78 rpm single
Recorded July 2, 1956, New York
Genre Rock and roll
Label RCA Records
Writer(s) Otis Blackwell, Jerry Leiber-Mark Stoller & Elvis Presley
Producer Steve Sholes, Elvis Presley
Certification Gold
For the Bobby Brown album, see Don't Be Cruel (album).
For the Bobby Brown song, see Don't Be Cruel (Bobby Brown song).
"Don't Be Cruel" is a song by Otis Blackwell, which was recorded by Elvis Presley in 1956.
It was inducted into the Grammy Hall of Fame in 2002. In 2004, it was listed #197 in Rolling
Stone's list of 500 Greatest Songs of All Time. The song is currently ranked as the 92nd greatest
song of all time, as well as the fifth best song of 1956, by Acclaimed Music.
"Don't Be Cruel" was originally the A side of RCA single 47-6604, with "Hound Dog" on the B-side,
although both sides became chart-toppers, RCA reissuing the single in later decades as double A-side.
The single was the first to top all three extant Billboard charts: pop, rhythm & blues, and country & western.
The song was recorded for RCA Victor by Elvis' regular band of Scotty Moore on lead guitar
(with Elvis usually providing rhythm guitar), Bill Black on bass, D.J. Fontana on drums and
backing vocals from the Jordanaires. Presley recorded this song on July 2, 1956 at RCA's New York City studio.
The producing credit was given to RCA's Steve Sholes, however the studio recordings reveal that Elvis
produced the songs in this session (as well as many others) himself, which is verified by the band members.
Presley selected the song, reworked the arrangement himself on piano, and recorded twenty-eight takes of the
song with the band (number 28 being the take released on the record) during one recording session following
the thirty-one takes of "Hound Dog" (number 31 being released on the record) recorded that day.
"Any Way You Want Me" was also recorded in that same session following "Don't Be Cruel".
"Don't Be Cruel" and "Hound Dog" were released on July 13, 1956.
Presley reworked the Otis Blackwell demo and changed the music and lyrics, just as he did to other compositions by Blackwell.
Hence the reason he received co-songwriting credit.
Presley, Scotty, Bill, DJ, and the Jordanaires first performed "Don't Be Cruel" on national television on the September 9,
1956 the Ed Sullivan Show. They revisited the song twice more when appearing on the Sullivan Show:
October 28 of the same year, and on January 6, 1957.
The record, listed as "Don't Be Cruel/Hound Dog" at the time of its release,
hit #1 on the Billboard Hot 100 the week ending August 18, 1956, and remained in the top position for 11 consecutive weeks,
tying it with the 1950 Anton Karas hit The Third Man Theme and the 1951/1952 Johnnie Ray hit Cry for the longest stay at
number one by a single record until 1992's smash "End of the Road" by Boyz II Men.

Cronologicamente as duas faixas só seriam publicadas em LP na compilação Elvis’ Golden Records em 1958. A reedição de seu segundo album Elvis em CD em 1999 trouxe as faixas como bônus. Capa e selos no arquivo, este é pra fechar o ano. Bom Ano Novo aos visitantes e a toda família Arquivo e Original.

Elvis Golden Records 1958 Elvis Golden Records 1958 Back

Link do Arquivo

Chubby Checker e Bobby Rydell 1960 Chubby e Bobby (Your Hits and Mine)

E com este magnífico disco. entramos de vez no Twist ritmo que num bom português quer dizer Torcer e numa boa balada quer dizer requebrar os quadris, rebolar para um lado e para o outro.

O fato e que na década de sessenta esta dança virou febre em todos os tipos de festas nos EUA sendo adotado por uma boa parte dos artistas americanos e por aqui não poderia ser diferente e mesmo com o Twist caindo no ostracismo no final da década de 60 suas musicas assim como os artistas que se aventuraram neste ritmo continuaram a animar as festas por aqui pois o Twist em uma determinada marcação também embalava os dançarinos de Sambarock e portanto tivemos o Twist bem presente nas festas.

Lembramos aos amigos que já postamos há alguns meses atrás mais precisamente na metade deste ano o álbum “Chubby Checker 1965 Greatest hits” que ate 1976 quando foi regravado era o n° 2 em matéria de raridade portanto nada mais justo que fechemos o ano com o álbum n° 1 dos mais raros deste artista "Chubby Checker".

Este disco assim como o Greatest Hit’s é uma verdadeira festa pronta e ao contrario de outras raridades que custavam caro e normalmente só traziam uma ou duas musicas de baile este valia o preço:

Swingin’ Together, Your Hits and Mine, Jingle Bell Rock, Teach me to Twist, Side By Side, Jingle Bells Imitations, My Baby Cares For Me, Voo Doo (You Remind Me Of The Guy), Walkin” My Baby Back Home,

A bem da verdade todas as musicas deste magnífico disco são boas com exceção da lenta “What Are You Doing New Year’s Eve” que soa meio caricaturada e ate perde o sentido por estar sendo cantada por dois grandes artista do Twist que é um ritmo quente balançante e alegre e muito bem traduzido neste disco.

Destaque para a musica Your Hits and Mine que alem de ser a musica principal dos bailes e o objeto de desejo de todo discotecário da época ainda temos o Chubby e o Bobby se revezando onde um canta os sucessos do outro.
Side One

Swingin’ Together

Your Hits and Mine
Chubby Sings..............Bobby Sings
Kissin Times............The Twist
We Got Love...........Pony Time
Volare.......................Hucklebuck
Wilde One............Let’s Twist Again

Jingle Bell Rock
Teach me to Twist

Side Two

Side By Side
Jingle Bells Imitations
My Baby Cares For Me
Voo Doo (You Remind Me Of The Guy)
Walkin’ My Baby Back Home


Link do Arquivo

Mix Chubby e Bobby


segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Grupo Favela 19?? No Pagode


Este e mais uma daquelas reedições que se quer sabíamos de sua existência até o nosso parceiro Mauricio nos brindar com esta edição que traz as mesmas musicas do álbum de 1976 só mudando mesmo a posição das musicas

Mas o mais importante pra nós e a originalidade das gravações que foram ripadas com esmero e com excelente qualidade pelo nosso parceiro fazendo deste álbum mais uma obra prima na net.

No estilo dos originais do samba o grupo favela desfilava grandes musicas como
Meu Sapato Já Furou, Tragédia no fundo do Mar, alias todas as musicas deste disco encantaram nas festas.

E como não poderia ser diferente separamos três que eram sucessos garantidos dos bailes

Malandro é Malandro Mesmo musica que já postamos aqui sob a batuta de Jorginho do Império no álbum Samba de 1976.

Tudo menos Amor composição de Monarco e Walter Rosa uma poesia em forma de canção e uma declaração de amor a pessoa amada

Mel e Mamão com Açúcar de Nei Lopes,Wilson Moreira essa é clássica e dispensa comentários

Mauricio o Arquivo do Sambarock lhe agradece por nos permitir disponibilizar essa obra prima para os nossos amigos

obs: caso alguem saiba a data deste disco é só nos informar


Lado A
01- Meu Sapato já Furou
02- Malandro é Malandro Mesmo
03- Tragédia no fundo do Mar
04- Tudo Menos Amor
05- Menino Deus

lado B
01- Mel e Mamão com Açucar
02- Fraqueza
03- Tiê Tiê
04- Saudades e Flores
05- Maria das Dores


Link do Arquivo

sábado, 26 de dezembro de 2009

Clube do Balanço (2009) - Pela Contramão (+ Faixa Bonus)

E finalmente estamos postando o 3º album do Clube do Balanço, Pela Contramão (que também está disponível em vinil).
Para compensar a demora na postagem, adicionamos ao arquivo a faixa Última Chance, que o Clube do Balanço gravou para o quadro "10 horas no Estúdio" do programa Radiola, exibido pela Tv Cultura.

01- Morando no Sapato
02- Sensacional Brenda Ligia
03- E Como O Vento Foi Embora
04- Pela Contramão
05- Preta Rara
06- Tocha Botafogo
07- Galaxy Dourado
08- Pra Não Dar Bandeira
09- Dentro Dos Olhos Dela
10- Fazendo Nada
11- Samba Quebrado
12- Seu Alberto
13- Última Chance (Faixa Bonus)

http://www.4shared.com/file/179675480/c0b41572/Clube_Do_Balano__2009__-_Pela_.html


Radiola (Tv Cultura) - Making Of do Clube Do Balanço no quadro "10 horas no Estúdio":




Clube do Balanço - Última Chance (Video clipe do quadro "10 horas no Estúdio"):




Em breve estaremos postando mais novidades do Clube Do Balanço.
Aguardem.