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Sergio Mendes - Compacto Duplo 1971


No início dos anos 1970, Sérgio Mendes já havia deixado de ser apenas um pianista e arranjador brasileiro de projeção internacional. Depois do enorme sucesso de Mas Que Nada, sua música havia se transformado em uma das principais portas de entrada da música brasileira no mercado norte-americano.

Em 1971, já com o nome Brazil ’77, Mendes lançou no Brasil um curioso compacto duplo pela A&M Records, reunindo quatro canções que mostram uma de suas características mais marcantes: a capacidade de transformar repertório brasileiro em uma linguagem pop sofisticada, rítmica e acessível ao público internacional.

O REPERTÓRIO

  1. País Tropical — Jorge Ben

  2. Viramundo — Gilberto Gil

  3. Na Tonga da Mironga do Kabuletê — Toquinho / Vinicius de Moraes

  4. Asa Branca — Luiz Gonzaga / Humberto Teixeira

Quatro canções, quatro universos diferentes.

E é justamente aí que o compacto ganha interesse histórico.

“País Tropical”, de Jorge Ben, já carregava em sua estrutura a mistura de samba, soul e balanço que havia se tornado uma das marcas da música brasileira do período. Na interpretação de Sérgio Mendes, essa linguagem ganha acabamento internacional sem perder completamente sua pulsação original.

“Viramundo”, de Gilberto Gil, leva para o repertório uma composição de caráter mais reflexivo e social. A abordagem de Mendes desloca a música para dentro de uma produção mais leve e orquestrada, característica de sua fase internacional.

Já “Na Tonga da Mironga do Kabuletê” aproxima o projeto novamente do samba e da irreverência de Vinicius de Moraes e Toquinho.

E existe ainda “Asa Branca”, talvez a escolha mais reveladora do compacto.

A composição de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, um dos símbolos da música nordestina, aparece dentro da sofisticada arquitetura sonora de Sérgio Mendes. É um encontro curioso entre a tradição do baião e a estética cosmopolita do Brazil ’77.


DO BRASIL PARA O MUNDO

O percurso de Sérgio Mendes ajuda a entender essas escolhas.

Sua versão de “Mas Que Nada”, de Jorge Ben, lançada em 1966 com o Brasil ’66, havia se tornado um sucesso internacional e alcançado o 4º lugar na parada Adult Contemporary da Billboard. A gravação transformou a composição brasileira em um fenômeno fora do país.

A partir daquele momento, Mendes desenvolveu uma fórmula própria: repertório brasileiro, elementos de bossa nova, samba e MPB, combinados a arranjos pop, soul e jazz, com forte preocupação melódica.

Não se tratava simplesmente de exportar a música brasileira.

Era uma questão de rearranjá-la para outro mercado.

Essa característica explica tanto o enorme sucesso internacional de Sérgio Mendes quanto algumas das discussões críticas em torno de sua obra. Sua música apresentava o Brasil de maneira extremamente acessível ao ouvinte estrangeiro, mas frequentemente filtrada por uma produção sofisticada e cuidadosamente adaptada ao mercado norte-americano.

UM COMPACTO, QUATRO BRASIS

O repertório desse lançamento de 1971 é particularmente interessante porque reúne compositores e tradições muito diferentes.

Jorge Ben representa o samba moderno e o balanço urbano.

Gilberto Gil, a nova MPB e a canção brasileira pós-Tropicália.

Toquinho e Vinicius, a tradição da canção sofisticada e do samba.

Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, a força da música nordestina.

Sérgio Mendes coloca todos esses elementos dentro de uma mesma moldura sonora.

É justamente essa capacidade de aproximar universos diferentes sem abandonar o caráter pop que tornou seu trabalho tão importante para a circulação internacional da música brasileira.

UM PEQUENO DISCO, UMA GRANDE HISTÓRIA

O compacto duplo de 1971 não possui a importância comercial de Herb Alpert Presents Sergio Mendes & Brasil ’66 nem o peso histórico de Mas Que Nada.

Mas, para quem pesquisa a circulação da música brasileira fora do país, o lançamento é revelador.

Ele mostra Sérgio Mendes em plena fase de consolidação internacional e, ao mesmo tempo, evidencia uma prática recorrente de sua carreira: garimpar compositores brasileiros e apresentar suas obras para um público que provavelmente jamais teria contato com elas em suas gravações originais.

Mais do que um simples compacto promocional, o disco funciona como uma pequena fotografia da música brasileira entrando nos anos 1970.

Quatro músicas.

Quatro compositores e tradições distintas.

E uma única linguagem capaz de colocá-las no mesmo lado do disco: o Brasil de Sérgio Mendes.

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Arquivo



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Sergio Mendes e Brasil '66 1967 Equinox

Esta é mais uma obra prima a ser postado aqui no Arquivo o difícil vai ser destacar quais sucessos deste disco destacar primeiro, vamos la pela ordem, Constant Rain (Chove Chuva), Cinnamon And Clove, Watch What Happens, Bim-Bom, Wave, So Danco Samba (Jazz 'N' Samba),... .
É só baixar pra conferir.

A1 Constant Rain (Chove Chuva)
A2 Cinnamon And Clove
A3 Watch What Happens
A4 For Me
A5 Bim-Bom
B1 Night And Day
B2 Triste
B3 Gente
B4 Wave
B5 So Danco Samba (Jazz 'N' Samba) 
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Sergio Mendes e Brasil 66 1968 The Fool On The Hill



Sergio Mendes, falar o que deste musico, que ele é completo porque ele atravessou gerações fazendo nossos pais, nós e nossos filhos dançarem com suas musicas e arranjos moderníssimos pra época, tanto que ao escutarmos a musica “Laia Ladaia” nos vem logo a impressão de que esta musica foi gravado por estas bandas novas que estão lançando os chamados “Nostalgia Moderna”( Acid Jazz e Bossa Nova), e tai o  Juliano Vituri que não me deixar mentir (sozinho) quando no comando dos pratos no SESC Bauru ao sacar este disco do seu baú e botando ele pra rodar fez  com que a galera girasse feito peão na pista de dança.



A1 Fool On The Hill
A2 Festa
A3 Casa Fort
A4 Canto Trist
A5 Upa, Neguinho
B1 Lapinha
B2 Scarborough Fair
B3 When Summer Turns To Snow
B4 Laia Ladaia (Reza)

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