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Erlon Chaves e Banda Veneno 1972 Internacional




Erlon Chaves iniciou sua carreira de cantor apresentando-se em um programa infantil da rádio Difusora de São Paulo, cantando, quando era muito menino. Foi ator mirim no filme Quase no céu. Começou seus estudos de música no Conservatório Musical Carlos Gomes, se formando em piano no ano de 1950. Estudou canto e harmonia, sendo orientado pelos maestros Luís Arruda Paes, Renato de Oliveira e Rafael Pugliese. Com a versão do calipso Matilda de Harry Belafonte, fez sucesso no final dos anos 1950.
Trabalhou na TV Excelsior - canal 9, de São Paulo. Em 1965, foi para o Rio de Janeiro, indo para a TV Tupi - Canal 6 e a TV Rio - canal 13. Foi diretor musical da TV Rio, sendo um dos responsáveis e autor do Hino do Fic, música de abertura do Festival Internacional da Canção, em 1966. Em 1968 acompanhou a cantora Elis Regina, que iria se apresentar para o exigente público do Olympia, de Paris.

Em 1970, durante o V Fic, transmitido pela TV Globo, regeu um coral de quarenta vozes, que mais tarde passou a chamar-se Banda Veneno, que acompanhou Jorge Ben ou Jorge Ben Jor. Cantou a canção Eu também quero mocotó, que estava fazendo sucesso; e foi acusado de assédio moral após uma cena em que é beijado por diversas loiras em apresentação na etapa internacional. Foi acusado pela ditadura militar brasileira. Neste festival estava presente o presidente da república, general Emílio Garrastazu Médici.

A imagem do povo brasileiro feliz seria veiculada para o mundo, em cores para a Europa e Estados Unidos da América. A ditadura militar brasileira não deixa dúvida, queria manter música e o espetáculo deste festival em prol da imagem que deveria ser painel para o mundo. Nesta época, Erlon Chaves estava namorando a então Miss Brasil de 1969, Vera Fischer.
O Erlon Chaves faleceu de infarto fulminante quando discutia (dizem que defendia) com um grupo de forma emocionada a polêmica em torno dos acontecimentos com o Wilson Simonal, aos 40 anos.




Lado 1:
01- I love you baby
02- The girl from Paramaribo
03- If you never say goodbye
04- Pop concerto show
05- Viens avec nous (Triangle) / Floy joy (W. Robinson)
06- Concerto pour un eté “Concerto para um verão”

Lado 2:
01- Velvet mornings
02- Rock and roll Lullaby
03- Money runner
04- Day after day
05- Long ago tomorrow
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Erlon Chaves e Banda Veneno 1973 Internacional vol 2

Atualização da postagem Erlon Chaves e Banda Veneno 1973 Internacional vol 2 capas




Regente. Arranjador. Pianista. Vibrafonista. Compositor. Disc-jóquei. Tele-ator. Cantor. Ainda bem pequeno, demonstrou gosto pela música, chegando a apresentar-se na Rádio Difusora de São Paulo, em um programa infantil. Foi ator mirim no filme "Quase no céu". Começou a estudar música aos sete anos de idade, matriculando-se no Conservatório Musical Carlos Gomes, onde se formou em piano em 1950. Estudou também canto com a professora Tercina Saracceni. Ainda na década de 1950, estudou harmonia, tendo sido orientado pelos maestros Luís Arruda Pais, Renato de Oliveira e Rafael Pugliese.



Ingressou na carreira artística, como pianista de casas noturnas, na década de 1950, quando teve a oportunidade de conhecer muitos músicos e a desenvolver técnica jazzística. Como cantor, fez sucesso, com a versão de "Matilda", calipso criado por Harry Belafonte, no final dos anos 50. Trabalhou até meados dos anos 60 na TV Excelsior de São Paulo, compondo uma sinfonia que tornou-se prefixo daquela emissora por muitos anos. Em 1965, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde trabalhou na TV Tupi e na TV Rio. Nesta emissora, chegou a exercer a função de diretor musical, sendo um dos responsáveis pela realização do I Festival Internacional da Canção em 1966, evento para o qual compôs um prefixo até hoje utilizado em versões mais atuais dos festivais da TV Globo. No V FIC, realizado pela TV Globo em 1970, regeu um coro de 40 vozes que posteriormente passou a atuar com o nome de Banda Veneno, acompanhando o cantor Jorge Ben (Benjor atualmente). Com o cantor, a banda fez sucesso com a música "Eu também quero mocotó" e depois seguiu carreira solo com grande êxito. Teve intensa atuação como arranjador, trabalhando em discos e shows de grandes nomes da música brasileira e internacional. Em 1968, acompanhou Elis Regina em sua excursão a Paris, França, quando a cantora se apresentou no Olympia. Gravou com Paul Mauriat um LP contendo músicas brasileiras ("Águas de março", de Tom e Paulo César Pinheiro; "Como dois e dois", de Caetano Veloso; "Construção", de Chico Buarque; "Dona Chica", de Dorival Caymmi e "Testamento", de Toquinho e Vinícius). Em 1973, gravou pela Phillips o LP "As dez canções medalha de ouro", com destaque para "Casa no campo", de Zé Rodrix e Tavito e "Amada amante", de Roberto e Erasmo Carlos. Faleceu no ano seguinte.

NASCEU: 09/12/1933, EM SÃO PAULO, SP
MORREU: 14/11/1974, NO RIO DE JANEIRO, RJ.

Fonte:
http://groups.msn.com/g8vpput/erlonchaves.msnw




A1 - All my Love is for You.
A2 - Tears in my Eyes.
A3 - Listen to the Music - Woman.
A4 - I'd Love You to Wat Me - Philosopher.
A5 - Superman - I'm on Fire.



B1 - You are the Sunshine of my Life - Where is the Love.
B2 - Carly & Carole.
B3 - Why Can't we Live Together - Clair.
B4 - Listen - When I'm Kid.
B5 - Don't Say Goodbye - Don't Turn Around.

Link do Arquivo
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Erlon Chaves - Pra não dizer que não falei de sucessos

capa

Texto escrito pelo sambista e pesquisador Nei Lopes

Dia desses, relaxando da labuta, resolvemos no Lote ouvir uns discos desses de requebrar o esqueleto, desses que confirmam que nossos Deuses africanos dançam. E como dançam! Sacamos então, lá da estante, discos com “muito balanço” e “pouco conteúdo”, incluindo aí muita guaracha, muito són, muito suingue, muito rhythm & blues, muita batucada, e, entre esses, uns disquinhos relançados do polêmico Wilson Simonal, naquela do patropi e da pilantragem. Foi aí que, ouvindo, sacando as idéias, analisando os arranjos, o clima e lembrando das pessoas envolvidas, nos veio à mente a seguinte pergunta:

Quem foi realmente o maestro Erlon Chaves? Por que morreu tão cedo, aos 41 anos, depois de ser consagrado como regente e ótimo arranjador de música popular; presidente do júri internacional V FIC (Festival Internacional da Canção); de “comer mocotó”; de “tirar altas chinfras”, cheio de “balanço e de veneno”; de transmitir aquela imagem bacana e auto-suficiente… e depois ser taxado de “crioulo nojento”, que “só gostava de loura”, que “não se enxergava” e “nem sabia o seu lugar”. E, afinal, de que morreu Erlon Chaves?

Nascido na capital paulista em 1933, Erlon foi – segundo o Cravo Albin – regente, arranjador, pianista, vibrafonista, compositor e cantor. Em 1965, depois de ter composto para a Tv Excelsior uma sinfonia que se tornou tema de abertura da emissora, mudou-se para o Rio, onde foi diretor musical da TV Rio e um dos idealizadores do I Festival Internacional da Canção em 1966. Até que chegou a quinta edição do famoso festival, em plena ditadura de Garrastazu Médici. E aqui passamos a palavra ao amigo Zuza Homem de Mello, através das páginas de seu primoroso livro A Era dos Festivais: uma parábola (Editora 34).

Para a apresentação de “Eu Também Quero Mocotó” , na final de 25 de outubro de 1970, Erlon resolveu incrementar ainda mais o happening, que já ocorrera na apresentação classificatória da música, quando sua Banda Veneno, somando 40 pessoas entre cantores e músicos (eta, banda larga!), fez platéia e jurados dançarem ao som da canção, feita mesmo pra dançar, só à base de riffs dos metais, ritmo de boogaloo (a moda black de então) . E aí anunciou, segundo Zuza: “Agora vamos fazer um numero quente, eu sendo beijado por lindas garotas. É como se eu fosse beijado por todas aqui presentes”.

“Na platéia foi uma vaia só. Nos lares, algumas esposas brancas engoliram em seco, ofendidíssimas, ao lado dos maridos”. E o happening rolou.

Só que, segundo nosso amigo Zuza, “o espetáculo de um negro sendo beijado por loiras no encerramento do V FIC foi demais para os padrões conservadores da época, e Erlon Chaves foi levado, dias depois, para um interrogatório na Censura Federal”, ao qual se seguiu a prisão, segundo consta, pela influência de esposas de alguns generais da Ditadura, ficando o músico, depois de libertado, proibido de exercer suas atividades profissionais em, todo o território nacional por 30 dias.

No caldo grosso do “Mocotó”, Erlon, acuado, limitou-se ao seu trabalho de arranjador – da mesma forma que Toni Tornado, pela BR-3 apresentada no mesmo certame, foi “convidado a sair do país”. E Wilson Simonal, seu parceiro e amigo, acabou acusado de delator em 1972, comendo a partir daí o mocotó que a Ditadura azedou.

Apesar do relativo sucesso dos discos com repertorio internacional da Banda Veneno, lançados de 1972 a 1974, a carreira de Erlon Chaves acabava ali, naquele festival que, segundo o nunca assaz citado Zuza, “deixou um rastro de racismo, uma marca de preconceito contra artistas da raça negra, aquela que contribuiu para a música brasileira, como também para a cubana e a norte-americana, com o elemento mais proeminente de seu caráter, o ritmo”.

Em 14 de novembro de 1974, Erlon Chaves, que transmitia a todos nós com seu talento, charme, sorriso e simpatia aquela autoconfiança que a nós todos ainda nos faltava, enfartou, quando olhava uns discos de jazz numa loja da zona sul, e morreu. No ato.

Será que morreu de seu próprio “veneno”? Este veneno de que nos faz querer também comer o “mocotó” dos espaços de excelência, das instâncias do poder, do conforto material, do acesso ao saber, do êxito, do respeito enfim!? Ou será que morreu porque era um “crioulo metido e pilantra”, que “não sabia seu lugar”, só “gostava de mulher branca” e “carro do ano”; que, de repente, quem sabe, queria até ver seus filhos – absurdo! – entrando pra uma boa faculdade ?!

contracapa

 Erlon Chaves - Pra não dizer que não falei de sucessos
1968 Philips

01 - Mrs Robinson (Paul Simon)
02 - After the fox (J. Gross - M. Freda)
03 - The dock of the bay (S. Cropper - O. Redding)
04 - Funky street (A. Conley - E. Simms)
05 - Rain and tears (Papathanassiou - Bergman)
06 - Mac Arthur park (J. Webb)
07 - I say a little prayer (Burt Bacharach - H. David)
08 - Fucsia bird (Devel - Granthon)
09 - I can't stop dancing (Gamble - Huff)
10 - Monia (D. Finado - Jager - M. Vidalin)
arranjos e regência: Erlon Chaves

Arquivo

Erlon Chaves nascimento 12/09/1933 falecimento 14/11/1974

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Erlon Chaves e BandaVeneno Internacionasl vol 2 1973


Regente. Arranjador. Pianista. Vibrafonista. Compositor. Disc-jóquei. Tele-ator. Cantor. Ainda bem pequeno, demonstrou gosto pela música, chegando a apresentar-se na Rádio Difusora de São Paulo, em um programa infantil. Foi ator mirim no filme "Quase no céu". Começou a estudar música aos sete anos de idade, matriculando-se no Conservatório Musical Carlos Gomes, onde se formou em piano em 1950. Estudou também canto com a professora Tercina Saracceni. Ainda na década de 1950, estudou harmonia, tendo sido orientado pelos maestros Luís Arruda Pais, Renato de Oliveira e Rafael Pugliese.

Ingressou na carreira artística, como pianista de casas noturnas, na década de 1950, quando teve a oportunidade de conhecer muitos músicos e a desenvolver técnica jazzística. Como cantor, fez sucesso, com a versão de "Matilda", calipso criado por Harry Belafonte, no final dos anos 50. Trabalhou até meados dos anos 60 na TV Excelsior de São Paulo, compondo uma sinfonia que tornou-se prefixo daquela emissora por muitos anos. Em 1965, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde trabalhou na TV Tupi e na TV Rio. Nesta emissora, chegou a exercer a função de diretor musical, sendo um dos responsáveis pela realização do I Festival Internacional da Canção em 1966, evento para o qual compôs um prefixo até hoje utilizado em versões mais atuais dos festivais da TV Globo. No V FIC, realizado pela TV Globo em 1970, regeu um coro de 40 vozes que posteriormente passou a atuar com o nome de Banda Veneno, acompanhando o cantor Jorge Ben (Benjor atualmente). Com o cantor, a banda fez sucesso com a música "Eu também quero mocotó" e depois seguiu carreira solo com grande êxito. Teve intensa atuação como arranjador, trabalhando em discos e shows de grandes nomes da música brasileira e internacional. Em 1968, acompanhou Elis Regina em sua excursão a Paris, França, quando a cantora se apresentou no Olympia. Gravou com Paul Mauriat um LP contendo músicas brasileiras ("Águas de março", de Tom e Paulo César Pinheiro; "Como dois e dois", de Caetano Veloso; "Construção", de Chico Buarque; "Dona Chica", de Dorival Caymmi e "Testamento", de Toquinho e Vinícius). Em 1973, gravou pela Phillips o LP "As dez canções medalha de ouro", com destaque para "Casa no campo", de Zé Rodrix e Tavito e "Amada amante", de Roberto e Erasmo Carlos. Faleceu no ano seguinte.

NASCEU: 09/12/1933, EM SÃO PAULO, SP
MORREU: 14/11/1974, NO RIO DE JANEIRO, RJ.

Fonte:
http://groups.msn.com/g8vpput/erlonchaves.msnw

01 - All my Love is for You.
02 - Tears in my Eyes.
03 - Listen to the Music - Woman.
04 - I'd Love You to Wat Me - Philosopher.
05 - Superman - I'm on Fire.
06 - You are the Sunshine of my Life - Where is the Love.
07 - Carly & Carole.
08 - Why Can't we Live Together - Clair.
09 - Listen - When I'm Kid.
10 - Don't Say Goodbye - Don't Turn Around.

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