Mais um disco enviado pelo nosso camarada TICO, o "Vinyl Sniffer".
Valeu mestre!
(No canto direito vemos o saudoso BRANCA DI NEVE que entrou nos Originais substituindo o falecido Rubens do surdo.)
1 Mundo de paz
2 Mané marcou, dançou
3 Cadê Maria
4 Malango Bê
5 Na mesma rua
6 O amor nascerá depois
7 Bebedeira do Zé
8 Sandália da nega
9 Baile familiar
10 Massagem
11 A volta da sorte
12 Rio antigo
Destaques:
Cadê Maria (Dedé da Portela - Dida)
Bebedeira do Zé (Almir - Beto Sem Braço)
Baile familiar (Eduardo Gudin - Paulo César Pinheiro)
Massagem (Alexandre - Bedeu)
A volta da sorte (Almir Guinéto - Luverci Ernesto)
Arquivo
Valeu mestre!

1 Mundo de paz
2 Mané marcou, dançou
3 Cadê Maria
4 Malango Bê
5 Na mesma rua
6 O amor nascerá depois
7 Bebedeira do Zé
8 Sandália da nega
9 Baile familiar
10 Massagem
11 A volta da sorte
12 Rio antigo
Destaques:
Cadê Maria (Dedé da Portela - Dida)
Bebedeira do Zé (Almir - Beto Sem Braço)
Baile familiar (Eduardo Gudin - Paulo César Pinheiro)
Massagem (Alexandre - Bedeu)
A volta da sorte (Almir Guinéto - Luverci Ernesto)
Arquivo
Os bons sambistas
(Artigo de Aramis Millarch originalmente publicado em 05 de setembro de 1974, que aqui reproduzimos integralmente.)
Em pouco mais de cinco anos de carreira regular, o grupo Os Originais do Samba se firmou como um dos mais expressivos conjuntos vocais percussionistas, na divulgação do chamado "Sambão", melhor tradição verde-amarela.
Hoje com um esquema de apresentações em clubes e Shows especiais que lhes garante um alto faturamento, este sexteto vem também fazendo gravações cada vez melhores na RCA - Victor, por onde tem [saído] todos os seus discos.
Lançado quase que simultaneamente ao lp que fizeram com Martinho da Vila, com antigos sucessos, temos "Pra Que Tristeza" (Victor, Lo 3.0100, junho/74), esmerada produção do cantor Wilson Miranda, com arranjos de três diferentes maestros - Wilson Mauro, Messias St. Jr. (?) e Elcio Tavarez, para as 12 movimentadas faixas do álbum. O que agrada mais disco é a espontaneidade do grupo - que se mantém fiel as suas origens, comunicando a música do povo de uma forma desglamorizada, sem requintes que tem feito soçobrar tantos outros conjuntos.
Não há, evidentemente, nenhuma obra-prima neste lp, mas são todos sambas [agradáveis], apropriados a linha seguida pelos Originais.
A partir do clássico "Samba do Arnesto" de Adoniram Barbosa/Alcim, um dos maiores sucessos dos [Demônios] da Garoa nos anos 50, os Originais aqui apresentam sambas de Adeilton Alves/Nilton Pereira ("Saudades e "), Delcio Carvalho ("Pra que Tristeza"), Martinho da Vila ("Mulata Faceira") e até da nova dupla Beto Scala-São Beto ("Quem me Dera"), entre os autores mais conhecidos.
Mas é de Zeré-Ibraim, a faixa mais interessante pelo tema proposto: "Tragédia no Fundo do Mar", ou seja a história do "Assassinato do Camarão".
Outras faixas:
"Cabeça que Não Tem Juízo" (Aluísio), "Boato" (Carlos Geraldo/B.J. Aroldo/Netinho), "Canto de Amor"(Délcio Carvalho/Barbosa da Silva), "Buchinho" (Luiz Carlos/Bidi), "Complicação" (Bidi-Mussum-Luiz Carlos) e "Não Sei de Nada" (Wando).
Sem a unidade do lp dos Originais do Samba, mas igualmente recomendável aos apreciadores de nossa MPB, temos com a Banda da Alegria - obviamente não identificada, e uma caprichada produção do competente Rildo Hora, com arranjos e [regências] de Nelsinho, de um nível bem superior aos lps do mesmo estilo apresentados pela estridente Banda do Canecão ou a Banda Veneno de Erlon Chaves
Neste lp (Victor, 107.0182 julho/74) ao lado de alguns clássicos temos uma seleção de sambas que apareceram com destaque nestes últimos meses - seja por terem sido [incluídas] em trilhas sonoras de telenovelas, seja pela qualidade ou pela catituagem de seus compositores-intérpretes.
Assim, há por exemplo, os simpáticos "Dona de Casa" e "Supermanoela" dos baianos Antonio Carlos-Jocafi; "Se Não For Amor" e "Que Beleza" de Benito Di Paula"; os ufanistas "Pra Frente Brasil" de Miguel Gustavo e "Cidade Maravilhosa" de André Filho - o que não deixa de ser uma homenagem a estes dois compositores já falecidos; "Está Chegando a Hora"(Rubens Campos-Henricão); o inspirado "Porta Aberta" (Luiz Ayrão), o percursor "Pelo Telefone" (Donga-Mauro de Almeida); os antigos sucessos de Carmem Miranda - "Alô Alô" de Andre Filho e "Ta- Hi" (Prá Você Gostar de Mim) de Joubert de Carvalho, entre outros exemplos da melhor MPB.
Dois lançamentos simpáticos, bem realizados e que comprovam as (boas) intenções da RCA Victor em prestigiar a nossa (melhor) MPB.
Em Boa hora!
(Artigo de Aramis Millarch originalmente publicado em 05 de setembro de 1974, que aqui reproduzimos integralmente.)
Em pouco mais de cinco anos de carreira regular, o grupo Os Originais do Samba se firmou como um dos mais expressivos conjuntos vocais percussionistas, na divulgação do chamado "Sambão", melhor tradição verde-amarela.
Hoje com um esquema de apresentações em clubes e Shows especiais que lhes garante um alto faturamento, este sexteto vem também fazendo gravações cada vez melhores na RCA - Victor, por onde tem [saído] todos os seus discos.
Lançado quase que simultaneamente ao lp que fizeram com Martinho da Vila, com antigos sucessos, temos "Pra Que Tristeza" (Victor, Lo 3.0100, junho/74), esmerada produção do cantor Wilson Miranda, com arranjos de três diferentes maestros - Wilson Mauro, Messias St. Jr. (?) e Elcio Tavarez, para as 12 movimentadas faixas do álbum. O que agrada mais disco é a espontaneidade do grupo - que se mantém fiel as suas origens, comunicando a música do povo de uma forma desglamorizada, sem requintes que tem feito soçobrar tantos outros conjuntos.
Não há, evidentemente, nenhuma obra-prima neste lp, mas são todos sambas [agradáveis], apropriados a linha seguida pelos Originais.
A partir do clássico "Samba do Arnesto" de Adoniram Barbosa/Alcim, um dos maiores sucessos dos [Demônios] da Garoa nos anos 50, os Originais aqui apresentam sambas de Adeilton Alves/Nilton Pereira ("Saudades e "), Delcio Carvalho ("Pra que Tristeza"), Martinho da Vila ("Mulata Faceira") e até da nova dupla Beto Scala-São Beto ("Quem me Dera"), entre os autores mais conhecidos.
Mas é de Zeré-Ibraim, a faixa mais interessante pelo tema proposto: "Tragédia no Fundo do Mar", ou seja a história do "Assassinato do Camarão".
Outras faixas:
"Cabeça que Não Tem Juízo" (Aluísio), "Boato" (Carlos Geraldo/B.J. Aroldo/Netinho), "Canto de Amor"(Délcio Carvalho/Barbosa da Silva), "Buchinho" (Luiz Carlos/Bidi), "Complicação" (Bidi-Mussum-Luiz Carlos) e "Não Sei de Nada" (Wando).
Sem a unidade do lp dos Originais do Samba, mas igualmente recomendável aos apreciadores de nossa MPB, temos com a Banda da Alegria - obviamente não identificada, e uma caprichada produção do competente Rildo Hora, com arranjos e [regências] de Nelsinho, de um nível bem superior aos lps do mesmo estilo apresentados pela estridente Banda do Canecão ou a Banda Veneno de Erlon Chaves
Neste lp (Victor, 107.0182 julho/74) ao lado de alguns clássicos temos uma seleção de sambas que apareceram com destaque nestes últimos meses - seja por terem sido [incluídas] em trilhas sonoras de telenovelas, seja pela qualidade ou pela catituagem de seus compositores-intérpretes.
Assim, há por exemplo, os simpáticos "Dona de Casa" e "Supermanoela" dos baianos Antonio Carlos-Jocafi; "Se Não For Amor" e "Que Beleza" de Benito Di Paula"; os ufanistas "Pra Frente Brasil" de Miguel Gustavo e "Cidade Maravilhosa" de André Filho - o que não deixa de ser uma homenagem a estes dois compositores já falecidos; "Está Chegando a Hora"(Rubens Campos-Henricão); o inspirado "Porta Aberta" (Luiz Ayrão), o percursor "Pelo Telefone" (Donga-Mauro de Almeida); os antigos sucessos de Carmem Miranda - "Alô Alô" de Andre Filho e "Ta- Hi" (Prá Você Gostar de Mim) de Joubert de Carvalho, entre outros exemplos da melhor MPB.
Dois lançamentos simpáticos, bem realizados e que comprovam as (boas) intenções da RCA Victor em prestigiar a nossa (melhor) MPB.
Em Boa hora!
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