Jorge Ben Jor: eterna redescoberta


Jorge Ben Jor: eterna redescoberta

Marcus Preto

Ao lançar Recuerdos de Asunción 443, Jorge Ben Jor deixa claro que não está satisfeito e quer fazer mais

A missão era montar, a partir de uma entrevista com Jorge Ben Jor, um perfil de sua personalidade artística – mas que também desse conta de equacionar o lugar de sua música nos dias de hoje. Sempre ouvi dizer que Jorge não gosta de dar entrevistas e que, se a pergunta o incomoda, ele se levanta e vai embora. Essa poderia ser só mais uma daquelas lendas do jornalismo cultural, mas vai saber. Cheguei dez minutos antes da hora marcada. O encontro era no escritório que o cantor mantém no bairro paulistano do Itaim, onde fica toda a equipe que organiza sua vida profissional. “Jorge ainda não chegou”, me avisam e pedem para que eu espere em uma sala. Ali, ao redor de uma grande mesa de vidro, estão enquadradas todas as capas de seus LPs desde 1963. Algumas em versões importadas, coisas que jamais havia visto nem nos melhores sebos. Uma das paredes foi convertida em um mural gigantesco onde dezenas de fotos estão pregadas. Nelas, Jorge posa com personalidades de todas as áreas. Caetano Veloso e Hebe Camargo são os mais cotados: três fotos com cada um. Mas são muitas, então, enquanto espero, vou tentando reconhecer os rostos, um a um: Roberto Carlos, Belchior, Toquinho, Martinho da Vila, Pelé, Washington Olivetto, Sandy e Junior, João Bosco, Djavan, Titãs, Zico, Ivete Sangalo, Jô Soares, Rappin’ Hood. Em todas, Jorge tem o mesmo, e contagiante, sorriso.

Ele não chega, mais de uma hora e dez de atraso. Isso amplia a impressão de que deve ser verdade: o fato de detestar dar entrevistas. Sobre a mesa, alcanço um livro com as entrevistas que (a escritora) Clarice Lispector fez nos anos 60 e 70. Começo a ler uma com Lygia Fagundes Telles (também escritora). Clarice pergunta: “Para mim, a arte é uma busca. Você concorda?”. A resposta de Lygia é certeira e inspiradora: “Sim, a arte é uma busca e a marca constante dessa busca é a insatisfação. Na hora em que o artista botar a coroa de louros na cabeça e disser, estou satisfeito, nessa hora mesmo ele morre como artista”. Nesse momento, Ben Jor entra na sala. Coloco o livro de lado, o cumprimento, ligo o gravador e não resisto: “A arte é uma busca, não é? Está satisfeito com a sua?”. Imagino que ele deva ter me achado um louco. Que pergunta era essa para começar uma entrevista? Mas não se mostrou surpreso e foi rápido: “Não estou satisfeito. Estou contente, mas ainda tenho muito caminho para percorrer. Estou sempre ouvindo tudo para ver o que está acontecendo, para não ficar estacionado. Tem arte que só serve para mostrar seu ego. Eu quero uma arte com poesia, alegria, harmonia, energia e simpatia”. Senti que tínhamos começado bem. Jorge está bem vivo.

Recuerdos de Asunción 443, disco que o cantor lança agora, traduz e transporta para os tempos atuais um material de quando ele ainda assinava apenas Jorge Ben. São sobras de estúdio e canções inacabadas encontradas nos arquivos da Som Livre, quando se preparava a reedição dos três discos que o artista gravou na casa na década de 1980 – Dádiva (1983), Sonsual (1984) e Ben Brasil (1986). “Descobriram aquele material perdido e tinha várias músicas incompletas. Eram uns arranjos sem letra ou só com pedaços sem final, faltava sempre alguma coisa. Fui para casa olhar meus cadernos antigos e descobri o que faltava. Gravei umas guitarras, vozes, percussão, teclado. Era preciso fazer o som igual àquele antigo”, ele conta. O processo todo não demorou mais que dois meses e Jorge fez tudo sozinho, em seu estúdio caseiro – ele garante que domina as novas tecnologias de gravação e sabe usar computadores para fazer música. “Mas gravo da guitarra para o computador, nunca uso só a máquina”, completa.

Quando as canções de Recuerdos foram esboçadas, entre o final dos anos 70 e meados dos 80, Jorge já havia abandonado o violão, em favor da guitarra. A mudança aconteceu em África Brasil, seu mitológico álbum de 1976 e, desde então – e com apenas uma pequena exceção em 2001, em sua participação no projeto Acústico MTV –, ele nunca mais voltou atrás. “Gosto dos dois instrumentos. A guitarra tem mais recursos, embora no violão de náilon eu faça outras afinações impossíveis nas cordas de aço. Em casa, tenho dois violões, um Giannini e um Di Giorgio. São do tempo em que se faziam bons violões por aqui”, conta.

mudança para a guitarra teve, segundo Jorge, motivos técnicos. “Solta o Pavão [álbum de 1975, intermediário entre o superacústico Tábua de Esmeraldas, de 1974, e o elétrico África Brasil] já foi tocado em um Ovation, aquele violão amplificado que era o meio do caminho entre guitarra e violão, mas tinha som de acústico. Quando fui gravar o África Brasil, nós tentamos fazer o mesmo, mas realmente não soava bem porque era muita gente fazendo barulho: duas baterias, dois baixos, metaleira, dois teclados, tudo duplo! E toda aquela percussão”, explica. Jorge lembra que, em 2002, África recebeu da Rolling Stone norte-americana o 22o lugar no ranking mundial dos 50 álbuns “mais cool” de todos os tempos – o único brasileiro da lista. Mas não concorda com a revista: “Prefiro o Tábua de Esmeraldas. Eles acharam o África mais musical porque tem mais a ver com eles, os americanos”. Vale lembrar que Tábua de Esmeraldas, o preferido de Jorge tem apenas violões. Por que não fazer então mais discos assim? “O sensor de violão que a gente usava não existe mais. Hoje, o som sai limpo, sem aquela respiração. Para gravar, é difícil. Vou tentar fazer, mas sei que naquele som do Tábua de Esmeraldas não dá mais para chegar.”

Jorge não gosta de dizer a idade e entendi que não era mesmo necessário perguntar. Assim, olhando de perto, ninguém lhe daria mais de 50 anos. Mas sabe-se que ele começou a gravar discos em 1963, quando tinha por volta de 21 – o que o coloca na mesma faixa de outros três mestres de sua geração: Caetano Veloso, Gilberto Gil e Paulinho da Viola. Aquela estréia em 63, com o Samba Esquema Novo, já trazia a novidade: uma batida de violão absolutamente contagiante, percussiva, cheia de suingue e, até então, absolutamente nova. Ela foi inventada quando Jorge, aos 17, 18 anos, deixou a Tijuca para morar em Copacabana e conheceu aquele que chama de “meu grupo da República do Peru, Posto 3”. “Conheci esses novos amigos, que eram muito musicais e também tinham o mesmo ídolo que eu: João Gilberto”, recorda.

O 78 rotações de João Gilberto que continha “Chega de Saudade” foi lançado em agosto de 1958 (o álbum cheio só chegaria às lojas no ano seguinte), cinco anos antes de Samba Esquema Novo. “Todo mundo queria tocar como João Gilberto, mas ninguém conseguia. E eu, que não sabia a música, tocava de qualquer maneira, do meu jeito, meio na palhetada. E aí ficou, inventei sem querer.” O impacto da batida de seu violão e a boa aceitação a seus primeiros LPs levaram Jorge a participar da efervescente programação musical da TV Record naqueles anos 60. A primeira escala foi em O Fino da Bossa, atração capitaneada por Elis Regina e Jair Rodrigues. “Fiz esse programa umas três vezes, mas como fui cantar no Jovem Guarda [apresentado por Roberto Carlos], me mandaram embora. Mas foi ótimo, ficar no Jovem Guarda definiu meu estilo. Fiz um disco muito bom com o The Fevers nessa época: O Bidu – Silêncio no Brooklin (1967). Não queriam deixar eu sair do Jovem Guarda, mas, quando fui convidado pelos tropicalistas, saí.”

Saiu e foi incluir seu violão e suas composições inclassificáveis à revolução que Caetano Veloso e Gilberto Gil estavam elaborando. A música surrealista e esteticamente libertária de Jorge era material perfeito para o caldeirão tropicalista, além de ele, como os baianos, também ter começado a tocar por admiração a João Gilberto. “Guilherme Araújo [empresário e produtor musical, também conhecido como o ‘Quinto Doce Bárbaro’], que Deus o tenha, me convidou: ‘A gente está fazendo um movimento que vai ter um programa na TV Tupi, o Divino Maravilhoso’. Eu disse que estava saindo do Jovem Guarda e perguntei se ele tinha certeza de que eles [Caetano e Gil] gostavam mesmo da minha música. Ele confirmou: ‘Eles querem mesmo você!’. Eu me senti agradecido e fui, abracei, e fiz boas músicas naquela época: ‘Que Pena’, para Gal Costa, ‘Charles Anjo 45’, com Caetano cantando e eu no violão, [‘Minha Menina’] para os Mutantes: ‘Ela é minha menina e eu sou o menino dela...’. Foi legal”, lembra. “Na época do Divino Maravilhoso, o Abujamra pai [Antonio Abujamra] e o [diretor de TV] Fernando Faro me pediram para fazer uma música nova toda semana.

No primeiro dia, mostrei a minha para o Caetano: ‘Fiz essa pro programa, vê se você gosta. Se não gostar, tudo bem’. Era ‘Vendedor de Bananas’. Fiz porque o tema do programa era bem tropical, com bananas no cenário”. Mal ele sabia que a música encomendada de uma semana para outra se tornaria um clássico.

Jorge compõe com facilidade. Essa é a sensação que passa quando canta: que tudo flui, sem grandes bloqueios. Quero saber quais são seus métodos, se ele faz letra primeiro e depois coloca música ou o contrário. “Às vezes, sai tudo junto: letra e música. Outras, vou escrevendo um poema, sem rima. Se tiver grande, pego as partes mais legais e vou cantarolando em cima, criando uma melodia. Na maioria das vezes, escrevo demais, e daí passa do tamanho. Quando isso acontece, tenho que recortar para ficar melhor com a música. Minhas melodias, antigamente, saíam todas em tom menor.” A associação é óbvia e imediata: será que o jovem compositor das escalas menores era uma pessoa mais triste do que é hoje? “Tive uma escola de dois anos no seminário, e lá se cantava tudo em menor. A influência ficou. Era tudo suavezinho... ‘Mas que Nada’, ‘Chove Chuva’, é tudo menor”, explica.

Jorge conversa sem tirar seus óculos escuros – fica impossível ver seus olhos. Tampouco se detectam – a não ser no tom de sua voz – as variações de alegria, melancolia, nostalgia. Decido perguntar: Caetano já disse que você nunca fez uma música triste. Isso é mentira, não? “Minha música pode soar triste, mas ela sempre tem um final feliz. Sempre proponho isso. A gente tem que falar que tristeza existe, mas ela pode acabar e vir a felicidade.” Com essa música tão alegre, Jorge já teria tido a experiência de ver gente chorando em seus shows? “Já. Era de alegria. Ou de relembrar alguma coisa gostosa, uma época que passou, uma pessoa... Mas não posso olhar, senão choro também”, confessa, e já imagino seus olhos por trás da escuridão daquelas lentes. “Queira ou não queira, minha música é dançante. E as histórias que conto são as que as pessoas gostam de ouvir.”

Recuerdos de Asunción 443 traz uma única música totalmente composta em 2007. Dedicada à molecada do condomínio onde mora, “Emo” tem letra improvável: “Melancolia, tristeza e alegria/ Tudo isso num mesmo dia/ Parecem infelizes, mas são felizes/ (...)/ Não deixe de brincar, não deixe de amar/ Não deixe a felicidade acabar/ Aproveite a adolescência/ Essa coisa aborrecente maravilhosa/ Sem você perceber vai passar”. É de se estranhar a identificação do músico com essa tribo, até porque, em tese, a melancolia emo faz oposição direta à alegria da música de Jorge Ben Jor. “Pode ser, mas eles vão aos meus shows e cantam as músicas. Eu vi isso de emo lá em casa, meus filhos eram assim. Hoje, eles já estão na faixa dos 22, 23 anos, mas vi disso tudo quando eles eram adolescentes. Parecem que são infelizes, mas não são. É aquele tempo da idade que faz eles serem assim”, analisa.

Nesse momento, seu celular toca. Da campainha do telefone sai, nítida, a voz do próprio Jorge cantando a versão original de seu sucesso “A Banda do Zé Pretinho”. Ele deixa a sala para atender a ligação e, em menos de cinco minutos, está de volta. Pergunto quem é Zé Pretinho. “Conheci em uma festa de aniversário. Ele chegou, parecia que era de outro mundo, assobiando e tocando pandeiro. Parou em mim e disse: ‘Eu sou o Zé Pretinho’. E foi embora. Nunca mais o vi. Parecia um anjo.” Anjo que acabou virando o nome de sua banda de apoio. Muitas músicas de Jorge, algumas verdadeiras obras-primas, falam em alquimia. Ainda que não esteja exatamente vinculada a esse acontecimento, o tom místico da passagem de Zé Pretinho pela vida de Ben Jor faz lembrar o assunto. Ele se empolga: “Estudo e leio muito sobre isso. Sou considerado um arquimista: são aqueles que estudam, que sabem como acontecem as coisas, mas não têm o dom de fazer porque não sabem como preparar. Meu santo inspirador é o São Tomás de Aquino”. O cantor garante que tem aprendido muito com essa ciência: “Musicalmente tem sido muito bom.

A ‘espirituosidade’ de ter aquela hora de compor, aquela tenacidade, sagacidade, perseverança... Saber que aquilo vai dar certo sem ter que passar por cima de ninguém. E sempre sair ileso das coisas que estão te atazanando. Os livros de alquimia me ensinaram isso. O próprio Nicolas Flamel, um alquimista francês famoso do século 14, já tinha essa sagacidade. Ele só conseguiu achar a pedra angular depois de 30 anos de estudo e não desistiu”.

Isso faz voltar o assunto que motivou o começo da entrevista. O que ele busca ainda hoje com sua música, aonde quer chegar com ela? Jorge começa a falar do “Som Universal”: “Isso é uma perseverança também. Não sei quantos anos ainda vai demorar, mas estou atrás dele”. Pergunto do que se trata, exatamente. “Ele foi inventado pela marcha e pulsa no compasso do caminhar. É o seu andar, o seu tempo, o seu passo, é o dois por dois. Esse é o ritmo universal: todo mundo toca e ele é de todo mundo. O rock europeu vem dele. Nosso ritmo aqui é dois por quatro [o tempo do compasso], é diferente. Mas também é preciso fazer uma letra que caia no gosto de todo mundo.” Segundo Jorge, ele próprio só atingiu essa meta uma vez na vida: “40 anos atrás, modéstia à parte, consegui fazer uma letra que é universal até hoje: ‘Mas que Nada’ toca no mundo inteiro e, pelo menos até a parte que diz ‘sai da minha frente’, todo mundo canta. Tem que achar uma letra ou idioma que soe um pouco latino. Alemão canta ‘Mas que Nada’, japonês faz perfeitamente. Tenho que achar mais uma letra assim. ‘Zazueira’ quase chegou lá.”

Foi por conta de “Mas que Nada” que Jorge passou uma das experiências musicais mais emocionantes dos últimos tempos. “Eu e meu filho Gabriel estávamos em um estádio assistindo a um jogo do Brasil contra Gana, na Alemanha, na Copa do Mundo de 2006. Acabou o primeiro tempo, o Brasil saiu ganhando. No intervalo, os alto-falantes do estádio começam a tocar uma música e eu falei: ‘Gabriel, essa tá parecendo uma música que conheço...’. Era ‘Mas que Nada’. Quando começou o refrão, o estádio inteiro cantou junto, foi arrepiante. Nem sabia que tinha sido regravada.” Tratava-se da nova versão da música composta por Jorge para seu primeiro disco, o já citado Samba Esquema Novo, feita por Sergio Mendes com a colaboração do grupo Black Eyed Peas. Com ela, seu nome voltou ao topo das paradas do mundo no ano passado – coisa que já tinha acontecido, há 40 anos, com uma outra versão de “Mas que Nada” feita pelo mesmo Sergio Mendes. Quero saber se essa nova explosão já está rendendo alguma coisa no mercado internacional, mais shows lá fora ou algo do gênero. “Sim. E convites. O próprio Black Eyed Peas quer fazer uma produção comigo ou gravar uma outra música minha”, conta.

Explosões de sucesso não são novidade para Jorge Ben Jor. De tempos em tempos, vem um novo boom e o coloca de volta ao posto de “voz número 1 da festa da juventude”. O último grande estouro aconteceu no começo dos anos 90, quando a canção “W/Brasil” redimensionou o culto ao artista e sua obra. Jorge diz não conseguir detectar a lógica desses pontos altos, mas sabe que seu trabalho se mantém antenado com as novas gerações. “Um professor de literatura de São Gonçalo me disse que, nas aulas dele, minhas músicas são as preferidas pelos alunos. São cabeças pensantes novas, cheias de futuro, e que estão querendo saber das minhas histórias, acham que elas são atuais. Meus shows estão sempre cheios de jovens. Isso é uma coisa que me faz ficar feliz da vida, flutuando. Meu medo é não poder acompanhar o gosto deles. Quero estar sempre junto com eles, quero que gostem do meu trabalho e da minha música. Meu único receio é ferir a bondade que eles têm comigo, fazer uma letra que desagrade.”

A essa altura, e já chegando a uma hora e quarenta e oito minutos de entrevista (percebi que era mentira: é claro que ele gosta de falar), e sem a completa certeza de ter cumprido minha missão inicial, pedi para que ele próprio falasse: quem é Jorge Ben Jor hoje, aos 44 anos de carreira e 33 álbuns gravados. “Sou um poeta urbano e suburbano.

Vivo esses dois lados. No Rio, estou na cidade, na Lapa, toco no Circo Voador, na Fundição Progresso. Gosto de passear para sentir as pessoas que moram por ali. E esse convívio é legal. Mas também toco muito no subúrbio, faço bailes e, todo dia 23, estou em Quintino para a missa de São Jorge. Tanto o subúrbio quanto a cidade têm sua poesia. Gosto de captar as duas e misturar. Para ficar bonito.”

Isso dói ou é gostoso? “Dá muito trabalho. Tem que pensar muito, ficar cansado, às vezes até ficar triste por não conseguir fazer uma coisa que agrade a muita gente, como você pensava. Isso faz parte da minha profissão. E coisas bonitas como cantar ‘W/Brasil’ ou ‘Engenho de Dentro’ e todo mundo gostar, cantar junto. Ver as pessoas cantando minhas músicas me dá mais inspiração, me rejuvenesce. Quando canto músicas do Tábua de Esmeraldas, uma geração que não era nascida canta junto. Isso é maravilhoso!”

O jornalista Marcus Preto assinou a matéria
Foto: Priscila Prade
Fonte rollingstone.com.br

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